<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126</id><updated>2012-02-17T05:00:32.383-08:00</updated><category term='verão'/><category term='Carla Alves'/><category term='Santa Teresa'/><category term='SulAmerica Paradiso'/><category term='FLIST'/><category term='Gustavo Otero'/><category term='ArtRio'/><category term='onde está o óleo?'/><category term='Novos baianos'/><category term='photoria'/><category term='Iemanjá'/><category term='manoel de barros'/><category term='óleo'/><category term='Baile das Varizes'/><category term='coreto'/><category term='Mariana Terra'/><category term='João Carlos Assis Brasil'/><category term='Nise da Silveira'/><category term='teatro'/><category term='Festa da Musica'/><category term='cheiro do verão'/><category term='São Pedro da Aldeia'/><category term='Brasa'/><category term='Dança na Praça'/><category term='Daniel Lobo'/><category term='Ana Botafogo'/><category term='Laura Zandonadi'/><category term='Chico Couto'/><title type='text'>Onde está o óleo?</title><subtitle type='html'>Azeitamos da porta à economia e, tanto no sexo quanto na cozinha, lá está ele. E na sua frigideira, tem alguma coisa agarrando? Onde está o seu óleo?</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>44</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-2175410126449359747</id><published>2012-02-13T18:22:00.001-08:00</published><updated>2012-02-13T18:28:17.803-08:00</updated><title type='text'>Da série: ditados equivocados!</title><content type='html'>Água mole em pedra dura&lt;br /&gt;tanto bate até que...&lt;br /&gt;a água se cansa e escoa por outros lados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-2175410126449359747?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/2175410126449359747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2012/02/da-serie-ditados-equivocados.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/2175410126449359747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/2175410126449359747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2012/02/da-serie-ditados-equivocados.html' title='Da série: ditados equivocados!'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-7753474612859193502</id><published>2012-02-12T10:08:00.000-08:00</published><updated>2012-02-13T14:33:56.784-08:00</updated><title type='text'>Para ser lunático</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-OQuWwNPZMMo/TzgBq-BQ31I/AAAAAAAAAI8/YkPqk3YF2RE/s1600/lua.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-OQuWwNPZMMo/TzgBq-BQ31I/AAAAAAAAAI8/YkPqk3YF2RE/s320/lua.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5708314365406535506" /&gt;&lt;/a&gt;Lunático. Posso me lembrar com exatidão a primeira vez que ouvi essa palavra. Uma prima mais velha falava de um garoto qualquer e se referia a ele como  tal. Eu, ainda criança, num misto de curiosidade e ignorância, indaguei na mesma hora: “O que é um lunático?”. Ao passo que ela me respondeu que lunático era uma categoria de malucos. “Ah, são aqueles que vivem no seu mundinho. São meio esquisitos. Vivem no mundo da lua”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fiz um “Ah!”, com uma cara de satisfação por ter aprendido uma palavra nova. Aceitei a explicação sem maiores detalhes. Mas o fato é que eu não sabia o quanto aquela palavrinha faria parte da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre tive uma fixação incomum pela lua. Seus formatos, sua luminosidade... Os dias em que fica encoberta pelas nuvens, parecendo fosca e sufocada por elas, me chamam ainda mais a atenção. E quando é lua cheia algo acontece no meu peito.  É como Caetano na Ipiranga com a São João. Para os crentes na astrologia,  isso tem explicação. A lua rege o meu signo, que  é de água,  carregando ainda mais na emoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expressão  “de lua”, que se refere a quem muda de humor como mudam as fases da lua também se aplica neste caso. Parece uma avalanche sentimental a cada crescer e decrescer. Deve ser a crença nesses “mitos” que faz com a coisa de fato aconteça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia ouvi uma fulana dizer: “Ah, canceriana? Cancerianos são lunáticos. “Disse isso um tom sério.Um amigo, para me sacanear, emendou: “Ô, e como são...” Ela, séria, argumentou que sim, éramos lunáticos, porque éramos regidos pela lua. Eu ri internamente, como se toda a minha cadeia de pensamentos fizesse sentido. Ser de lua, lunático, mudar como as fases da lua. Voltei no tempo e lembrei da definição de minha prima: me enquadrei na categoria estabelecida por ela. Sem nenhuma necessidade, é verdade. Enquadramentos são tão medíocres quanto a própria existência por si só. Mas embalada pelo aval de Cazuza – que suplica piedade aos que não mudam quando é lua cheia, achei conveniente me enquadrar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-7753474612859193502?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/7753474612859193502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2012/02/para-ser-lunatico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/7753474612859193502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/7753474612859193502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2012/02/para-ser-lunatico.html' title='Para ser lunático'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-OQuWwNPZMMo/TzgBq-BQ31I/AAAAAAAAAI8/YkPqk3YF2RE/s72-c/lua.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-1428217462514511872</id><published>2012-02-07T18:14:00.000-08:00</published><updated>2012-02-13T12:48:34.390-08:00</updated><title type='text'>Sobre as bicicletinhas do Itaú</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-3JeAyns61ak/TzHbwxBtV8I/AAAAAAAAAIw/CXeo0mUSVek/s1600/bicicleta.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 273px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-3JeAyns61ak/TzHbwxBtV8I/AAAAAAAAAIw/CXeo0mUSVek/s320/bicicleta.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706583833695836098" /&gt;&lt;/a&gt;Desde os tempos da Aldeia que eu tenho o costume de me locomover de bicicleta. O hábito veio comigo para o Rio e durante um tempo quando trabalhava no Centro do Rio, próximo ao Aeroporto Santos Dumont e, posteriomente, no Humaitá, fazia os trajetos de ida e volta pedalando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uns tempos pra cá tive que abandonar o hábito por questões de distância e lugar para guardar a bicicleta. Mas uma febre que tomou conta da vida da Zona Sul carioca me trouxe a possibilidade de voltar a ativa. Pois bem. São as famosas bicicletinhas do Bike Rio, financiadas pelo Itaú. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Implantadas na cidade desde outubro de 2011, as laranjinhas, que de acordo com o site do Bike Rio já são 600 espalhadas pelos bairros de Copacabana, Ipanema, Leblon, Lagoa, Jardim Botânico, Gávea, Botafogo, Urca, Flamengo e Centro, podem ser vistas circulando entre as 6 horas da manhã e as 22 horas da noite todos os dias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é que para pagar apenas os módicos R$10,00 por mês, é preciso utilizar a bicicleta em até 60 minutos. O usuário pode até devolvê-la e pegar uma outra laranjinha após 15 minutos. Mas se exceder os 60 minutos sem fazer a devolução em uma estação, deverá pagar mais R$5,00 por hora extra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São 60 estações espalhadas pelos bairros até agora. Acontece que às vezes elas podem estar lotadas. Por isso, causa um certo desconforto ter que calcular, além dos 60 minutos, um tempo para achar uma estação vaga. Em horários de pico, como no fim do dia, quando as pessoas saem do trabalho e vão para a orla, fica mais difícil de encontrar lugares livres para deixar as laranjinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que há um suporte. Se a estação estiver lotada, é possível ligar gratuitamente para a Central de Atendimento ao Usuário (0800 8926650). O mesmo vale se a bike quebrar ou for roubada, por exemplo. As bicicletas possuem um cadeado com um código, e a Central orienta como utilizá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem tem smartphone, pode visualizar se há vaga disponível em uma estação mais próxima. Mas o "tempo real" pode não ser tão real assim. No meio do caminho, alguém pode colocar a laranjinha naquela vaguinha que você sonhava ser sua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitos benefícios no Bike Rio, como o fato de você poder pegar a bike em um lugar e deixá-la em outro. Principalmente se você estiver fazendo um passeio curto. Mas se o seu objetivo é fazer um percurso mais longo, tem que tomar cuidado para o "relax" não virar um stress.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-1428217462514511872?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/1428217462514511872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2012/02/sobre-as-bicicletinhas-do-itau.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/1428217462514511872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/1428217462514511872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2012/02/sobre-as-bicicletinhas-do-itau.html' title='Sobre as bicicletinhas do Itaú'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-3JeAyns61ak/TzHbwxBtV8I/AAAAAAAAAIw/CXeo0mUSVek/s72-c/bicicleta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-9208992693495977248</id><published>2012-02-02T12:52:00.000-08:00</published><updated>2012-02-02T13:09:52.427-08:00</updated><title type='text'>Diálogo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ISagRQU2be0/Tyr7XnEgG8I/AAAAAAAAAIk/Mf7DANOMJYI/s1600/pra%25C3%25A7aparis.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-ISagRQU2be0/Tyr7XnEgG8I/AAAAAAAAAIk/Mf7DANOMJYI/s320/pra%25C3%25A7aparis.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704648261061581762" /&gt;&lt;/a&gt;Voltava do Centro da cidade ouvindo minha música, quando uma fulana resmungou qualquer coisa quando passávamos de ônibus em frente a Praça Paris. Parecia querer conversar. Como se tratava de um diálogo, fiz que prestava atenção tirando os fones dos ouvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Carioca é fogo. Agora virou moda vir na Praça Paris. Ela tá há não sei quantos anos e nunca ninguém deu bola pra ela. Mas é só colocarem qualquer coisa e já vira moda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu dei um sorriso de canto de boca e me fiz de desentendida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas o que é que está acontecendo aí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, é uma exposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- De quem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sei. Um artista com umas bolinhas brancas. Chama instalação, parece. &lt;br /&gt;Eu não sei pra que serve isso. Só sei que saiu até no jornal. E as pessoas vêm até aqui pra ver.&lt;br /&gt;Nunca nem olham pra ela quando passam por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E a senhora não acha que é uma boa oportunidade para elas conhecerem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti um certo desconcerto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É, mas só por causa das bolinhas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Talvez seja arte. Não sei se tem uma função. Mas... Será que não pode ser - a função da arte, se é que ela tem uma -&lt;br /&gt;chamar a atenção das pessoas para o que está do lado delas e elas não vêem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não tinha pensado por aí... Mas isso não exclui o modismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, não exclui. É verdade. Mas já não é bom o fato das pessoas que não conheciam ou não davam importância, passarem a&lt;br /&gt;dar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então. Acho que a senhora poderia resmungar sobre outra coisa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E voltei a ouvir minha música.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-9208992693495977248?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/9208992693495977248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2012/02/dialogo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/9208992693495977248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/9208992693495977248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2012/02/dialogo.html' title='Diálogo'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ISagRQU2be0/Tyr7XnEgG8I/AAAAAAAAAIk/Mf7DANOMJYI/s72-c/pra%25C3%25A7aparis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-7763006277429787713</id><published>2012-01-31T12:42:00.000-08:00</published><updated>2012-01-31T12:59:07.942-08:00</updated><title type='text'>Das vantagens de crescer em uma cidade de praia...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-39fjovcNXIU/TyhVOl0OKWI/AAAAAAAAAIY/jRXapw4cl_c/s1600/tarrafa.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-39fjovcNXIU/TyhVOl0OKWI/AAAAAAAAAIY/jRXapw4cl_c/s320/tarrafa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703902637222406498" /&gt;&lt;/a&gt;Caminhando pelo Leblon depois do almoço dia desses tive uma recordação. Eu voltava para o trabalho, enquanto algum sortudo ia ou retornava da praia com um cheiro de sundown impregnante. Lembrei dos tempos áureos de férias escolares em que os dias &lt;br /&gt;eram longos e intermináveis. Quando saía de casa de manhã apenas com uma roupa de praia e algum trocado no bolso e só voltava de noite. Isso em São Pedro D' Aldeia. Pegávamos o busão para Cabo Frio, já fazendo a farra lá mesmo e íamos para a praia &lt;br /&gt;Por lá ficávamos horas e horas. Fizesse sol ou não. A questão não era só tostar - isso nunca foi o mais importante. O bom era ficar dentro d'água, passear de um lado para o outro da areia vendo as pessoas passarem. Ver os comerciantes de 500 mil iguarias, desde o tradicional sorveteiro ao exdrúxulo vendedor de agulhas. Queijo coalho, pipoca, o famoso açaí do Russo, pizza, roupas de todos o o picolé Kai Bem que nos fazia rir com a tosta paródia de Roberto Carlos com a musiquinha "Eu vou te dar o céu meu bem e um picolé Kai Bem". Dando um check no youtube, vi a modernização da propaganda. Agora o sujeito fica com uma melancia na cabeça cantando um funk para chamar a atenção da clientela, enquanto outro dá um grito histérico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mil histórias que passávamos com os turistas eram hilárias. De noite aquele cheiro de maresia mais forte anunciava que já era hora de voltar pra casa. E lá entrávamos no ônibus, tarde da noite, cantando em ritmo de férias, atrapalhando a viagem de quem voltava do trabalho, achando que tudo era festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer um saudosismo barato de uma época com poucas preocupações. E é. Mas o fato é que era delicioso. E dos pormenores das cidades praianas ficam algumas coisas: outro dia me perguntaram o que era tarrafa. Arregalei os olhos como se estivessem me perguntando o que era papel ou qualquer coisa muito banal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois ri e me lembrei que tarrafa não é tão comum assim e que para mim era ridículo saber aquilo justamente por ter sido criada ali, perto da praia. A velha e estranha mania que temos de pautar a vida dos outros pela nossa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É evidente que tarrafa é uma palavra comum - utilizada em um universo específico, é verdade - mas não chega a ser um jargão. Mas se houvesse um jargão litorâneo talvez ela estivesse presente. Como diversos nomes de peixe. Muita gente já deve ter ouvido falar em tainha. Mas carapicu? Alguém se manifesta? é um peixe muito gostoso, pequenininho, bom de comer frito. Iguaria da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você já ouviu falar em macega? Pois é, macega é um capim muito alto, com difícil passagem. Nós costumávamos dizer ironicamente que morávamos na macega. Mais precisamente em Macega City. Não sei bem como as outras cidades se relacionam com o vento. Mas lá era comum ouvir alguém mais velho dizer que estava sentindo dor pela mudança de tempo. "Bate esse vento sudoeste e minha coluna fica assim, doendo", dizia minha tia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu vento era sudoeste ou nordeste era simples saber. Era só caminhar na praia e ouvir alguém falando. Se não soubesse, era só perguntar a um pescador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de tudo tinha os mitos: "a cigarra está cantando porque vai chover". Bons tempos. Ainda que seja sempre melhor crer que nenhum tempo vale mais que o presente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-7763006277429787713?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/7763006277429787713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2012/01/das-vantagens-de-crescer-em-uma-cidade.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/7763006277429787713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/7763006277429787713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2012/01/das-vantagens-de-crescer-em-uma-cidade.html' title='Das vantagens de crescer em uma cidade de praia...'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-39fjovcNXIU/TyhVOl0OKWI/AAAAAAAAAIY/jRXapw4cl_c/s72-c/tarrafa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-6582356449821031567</id><published>2012-01-29T17:43:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T17:54:10.420-08:00</updated><title type='text'>Que o mel é doce, é coisa que me nego a afirmar...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-LUTwUCmLd5k/TyX2edFo3AI/AAAAAAAAAIM/2FOvQ3L5Hp4/s1600/magritte-ceci-nest-pas-un-pipe-_rene-magritte.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 221px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-LUTwUCmLd5k/TyX2edFo3AI/AAAAAAAAAIM/2FOvQ3L5Hp4/s320/magritte-ceci-nest-pas-un-pipe-_rene-magritte.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703235506199387138" /&gt;&lt;/a&gt;Se me perguntassem o que Denorex, Raul Seixas e René Magritte têm em comum eu acharia que era alguma piada. Mas há mais proximidade entre o xampu - que fez sucesso com o comercial &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=gihiFuXt2yU&amp;NR=1&amp;feature=endscreen"&gt;"Parece,mas não é"&lt;/a&gt;, o cantor baiano e o pintor francês do que crê a nossa ignorância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Faça, fuce, force - Raulzito afirma uma negativa brilhante: "Que o mel é doce é coisa que me nego a afirmar, mas que parece doce, isso eu afirmo plenamente." Tanto essa frase de Raul,como o famoso quadro de Magritte (Ceci n'est pas une pipe - Isso não é um cachimbo) tratam da mesma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O parece, mas não é - simplificado pela sacada publicitária - define tudo. No caso do quadro, me parece que foi um protesto da interpretação da arte &lt;em&gt;ipsis litteris&lt;/em&gt;. Como quem diz: não, isso não é um cachimbo. Isso é uma pintura. Isso está além da representação de um cachimbo. Além de um ícone. Há nuances aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só podemos afirmar mesmo o parecer - estar aparente - de cada coisa. O ser não existe. Apenas nuances do estar. Quantas vezes se deparou com uma foto sua que exibia um traço ou nuance até então desconhecidos para você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca foi provocado por uma estranheza uma vez sequer ao se olhar no espelho por um ângulo diferente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o grande imaginário que criamos de nós mesmos e do mundo o rsponsável por nos impedir de ver além. Quando há uma simples quebra de simetria, enxergamos a outra faceta. Além da representação da nossa própria imagem, como a do cachimbo proposta por Magritte. Ou da palavra, que define como doce o que tem açúcar. Ou o nosso paladar, que crê que o mel é doce - porque assim nos foi dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devaneios de um domingo chuvoso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-6582356449821031567?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/6582356449821031567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2012/01/que-o-mel-e-doce-e-coisa-que-me-nego.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/6582356449821031567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/6582356449821031567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2012/01/que-o-mel-e-doce-e-coisa-que-me-nego.html' title='Que o mel é doce, é coisa que me nego a afirmar...'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-LUTwUCmLd5k/TyX2edFo3AI/AAAAAAAAAIM/2FOvQ3L5Hp4/s72-c/magritte-ceci-nest-pas-un-pipe-_rene-magritte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-2656046855888582318</id><published>2012-01-15T18:30:00.000-08:00</published><updated>2012-01-15T18:44:43.633-08:00</updated><title type='text'>Pablo, qual é a música?</title><content type='html'>&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/b4SlfLDmz5Y" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;Dos sonhos mais cafonas que tive, há um que a falta de vergonha me deixa compartilhar: tinha um desejo maluco de ir no Qual é a música?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O programa comandado pelo lendário Silvio Santos em seu canal, o SBT, tinha a minha audiência assídua. A competição, que teve origem nos anos 70 e após um intervalo nos anos 90 retornou em 99, recebia 3 artistas do sexo feminino e três do masculino. Entre as provas, os artistas tinham que acertar detalhes sobre a música como trechos da letra, quem cantava e etc. Quando erravam, a chance de corrigí-los ia para a plateia, que, ao acertar, recebia um faz-me-rir do tio Patinhas da TV brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu sonho besta se dava porque eu acompanhava freneticamente as músicas. Na maior parte das vezes acertava, deitada no sofá, as perguntas feitas ao artistas. Lembro que meu pai morria de rir de mim quando eu xingava os participantes de burros ao errarem um pedaço da letra ou o nome do intérprete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a minha vibração e envolvimento (eu levava a sério aquela competição por se tratar de música) caía por terra com a figura dos dubladores. Embora tenha formado o meu caráter musical eclético (duvidoso para muitos), o "Qual é a música?" inspirava em mim certa crítica e ironia. Explico: figuras toscas como o Pablo, um dos dubladores que ficou conhecido pelo bordão hilário de Silvio Santos "Pablo, qual é a música?" foram os responsáveis por esse misto de sentimentos em relação ao programa. O suejito, que dublava as canções fazendo caras e bocas para ginástica facial nenhuma botar defeito, tinha cara de mulher, usava uma peruca, possuía algo no rosto, que eu até hoje não sei se era uma tatuagem ou uma pintura. Hoje acho o Pablo uma figura artística curiosa. E nunca ouvi falar nada sobre ele além de sua ocupação nos palcos do SBT. Também não sei que fim teve.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No carnaval de 2011 eu tive um "recordar é viver" divertido. Vestida com a minha fantasia de repórter da Rede Globo - aparato que já me rendeu momentos engraçadíssimos desde o carnaval de 2009, quando herdei o microfone com o símbolo da emissora e o fone de ouvidos fabricados por meu irmão, Kleber - dei de cara com um folião fantasiado de Pablo no Cordão do Boitatá, na Praça XV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas essas lembranças vieram à tona quano navegando por esse mar infinito que é a internet, li um texto do Eandro Mesquita em que ele mencionava alguns programas de TV sobre música nos anos 60 e 70. Descobri o Esta Noite se Improvisa e o Fino da Bossa, os quais não assisti na época, mas graças ao youtube estou em tempo de me &lt;br /&gt;colocar a par. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É evidente e indiscutível a diferença de qualidade entre o Qual é a música e os citados por Mesquita. Mas ainda assim é divertido relebrar os meus domingos com Silvio Santos e a bagunça musical que eu me transformei com aquelas referências. Saudade de sacanear o Pablo e de torcer, como que para um time de futebol, para os artistas acertarem as letras da música.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-2656046855888582318?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/2656046855888582318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2012/01/pablo-qual-e-musica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/2656046855888582318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/2656046855888582318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2012/01/pablo-qual-e-musica.html' title='Pablo, qual é a música?'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/b4SlfLDmz5Y/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-9168832814808779796</id><published>2012-01-11T13:18:00.000-08:00</published><updated>2012-01-11T16:40:25.247-08:00</updated><title type='text'>Sobre BBB, Michel Teló, cultura de massa e afins</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-GpadU9qGPrA/Tw39Q_ndm5I/AAAAAAAAAIA/HAd2oxwF_mo/s1600/oferta.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 259px; height: 194px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-GpadU9qGPrA/Tw39Q_ndm5I/AAAAAAAAAIA/HAd2oxwF_mo/s320/oferta.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696487572090231698" /&gt;&lt;/a&gt;Há nas redes sociais, sobretudo no facebook, um burburinho que de tempos em tempos vem à tona: gostar ou não gostar de produtos da cultura de massa e se manifestar ou não sobre eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ler diversos tipos de reclamações a respeito do gosto musical e cultural do brasileiro, principalmente &lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/sociedade/o-cliche-anti-bbb/"&gt;após este texto publicado no site da Carta Capita&lt;/a&gt;l, constatei o seguinte: para variar, as pessoas continuam sendo categorizadas e rotuladas como produtos em seções de supermercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Matheus Pichonelli, quem não gosta de BBB categoricamente gosta de vestir retrô, vai ao cinema Arteplex e tem vergonha de dizer que gosta de comer no Mc Donald's. Não contente, essa mesma pessoa esfrega os erros gramaticais dos outros&lt;br /&gt;na cara da sociedade em seus posts facebookísticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem. Aí é que está o erro. É como esquerda e direita. O popular e o erudito. Todas as coisas com dois lados, num maniqueísmo novelesco, como vilão e mocinho. Há na cabeça dos escritores uma falta de coabitação entre as coisas, que chega dar dó. E essa criação de discursos antagônicos não produzem nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece é que alguém que não gosta de BBB, pode sim ir ao MC Donald's e achar retrô cafona. Ou não. Essa mesma pessoa pode gostar de vestir retrô e, simultaneamente, assistir BBB fervorosamente e ser maníaca por Chedar Mc Melt. Há nas pessoas um &lt;br /&gt;cruzamento de possibilidades, como aqueles das matrizes que estudávamos no colégio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas parece que taxar o clichê anti-BBB ou "batedores de Michel Teló" é mais fácil. Difícil é ouvir porquê não se assiste BBB. O que me indigna de fato não é gostar ou não de BBB, ou curtir ou não Michel Teló. O inconsciente tem espaço para tanta coisa, que é simples gozar e se divertir com qualquer bobagem. Qualquer um é capaz de rir com BBB. Qualquer um que se deixe levar pelos versos de Michel Teló pode encarnar o personagem e fazer aquela dancinha. A questão é optar por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu posso sim dançar  Michel Teló e não querer assistir BBB por achar que assistir um zoológico humano não é tão divertido. Se eu me sentar em frete a TV por uma semana e acompanhar o programa, é possível que eu queira vê-lo até o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas "pera lá", eu não posso ter o direito de querer não ver? Posso ter o direito de querer não ver, de não querer comentar e poder falar mal do programa? Não importa a mim se A ou B assistem e se gostam. Se gostam, bom para eles. O que não existe é querer massificar o pensamento individual e decretar um modelo antagonista ao que vigora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, se a ordem é o BBB, a ideia é o anti-BBB. E abarcado com ele vem uma série de gostos agregados que o transformam num produto antagônico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cultura pode ser de massa. Podem existir milhões e milhões de brasileiros acompanhando paredões e afins. O ser humano é que não pode ser massificado. Categorizado. Estereotipado em seres que gostam de coxinha com guaraná e os que gostam de patê de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;foie gras&lt;/span&gt;. Há pessoas que comem coxinha e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;foie gras&lt;/span&gt; tranquilamente. Que andam de ônibus e limousine, num mesmo dia, sem torcer o nariz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que parece mais fácil categorizá-las. É mais simples para decidir quem você ama ou odeia. Quem você fala mal ou aceita. Quem se parece com você ou quem é diferente. O mal do humano é a dificuldade de parar e olhar para o ato isolado. Ele tem sempre que colocar tudo num pacote e reforçar um discurso. Assim ele fica mais forte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-9168832814808779796?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/9168832814808779796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2012/01/sobre-bbb-michel-telo-cultura-de-massa.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/9168832814808779796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/9168832814808779796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2012/01/sobre-bbb-michel-telo-cultura-de-massa.html' title='Sobre BBB, Michel Teló, cultura de massa e afins'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-GpadU9qGPrA/Tw39Q_ndm5I/AAAAAAAAAIA/HAd2oxwF_mo/s72-c/oferta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-4566671284426793689</id><published>2011-12-31T06:39:00.000-08:00</published><updated>2012-01-02T05:48:18.576-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='onde está o óleo?'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Iemanjá'/><title type='text'>Em tempos de sustentabilidade, como fica Iemanjá?</title><content type='html'>&lt;em&gt;Dicas para você cumprir exigências sociais e espirituais simultaneamente&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-i9gid4Dfi70/Tv8kwuSW8VI/AAAAAAAAAH0/3muZd70dqi0/s1600/IEMANJ%257E1.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 246px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-i9gid4Dfi70/Tv8kwuSW8VI/AAAAAAAAAH0/3muZd70dqi0/s320/IEMANJ%257E1.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5692308873496949074" /&gt;&lt;/a&gt;Quem nunca ouviu falar em Iemanjá, rainha do mar? Até os não religiosos, ou os de religiões distintas, sabem que é tradição em alguns lugares do Brasil colocar oferendas para ela nos dias anteriores ao Ano Novo. Até aí tudo bem. A questão é que em tempos em que as palavras de ordem são sustentabilidade e preservação do meio ambiente, bate uma dúvida: como jogar barquinhso com velas, pentes, flores e perfumes para a musa marítima?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando nos eco-chatos de plantão e em sua patrulha ideológica, o &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Onde Está o Óleo?&lt;/span&gt; resolveu mostrar que é educado e, embora não levante bandeirolas nem distribua ecobags natalinas, corrobora com a boa educação e higiene.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para começar, ela, a famosa e tão falada ecobag pode servir para você transportar os presentinhos de Janaína. Quais presentinhos? Em uma séria reunião numa mesa de bar, ficou decidido: o barquinho você pode fazer de massa crocante (aquelas que servem para fazer canapés) levá-lo ao forno e... tchanram! ele já pode ficar firme para transportar as oferendas. Se achar trabalhoso (não esqueça o que receberá em troca), você pode pegar uma abóbora ou uma melancia e entalhá-la em formato de barco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao recheio da nossa embarcação, podemos fazer algumas substituições. No lugar do vidrinho de perfume que levaria tempo para se decompor, você pode colocar a essência em um algodão, por exemplo. É mais fácil de decompor e Iemanjá não deixará de ficar perfumada! O famoso pente oferecido à ela pode ser feito de legumes entalhados. Serve de comida para os peixes e ela não fciará sem as madeixas penteadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As flores, que não demoram tanto para se decompor, também podem ser substituídas, caso você não queira atrapalhar o banho de mar dos amiguinhos que estão em sua merecida folga no dia primeiro de janeiro: pode também fazê-las entalhadas em legumes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim segue seu Ano Novo ecológico e &lt;em&gt;in&lt;/em&gt; (ô palavrinha ridícula). Você cumpre as exigências sociais (ninguém vai dizer que você é antiecológico) e as espirituais. Quer mais? Aí só no ano que vem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-4566671284426793689?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/4566671284426793689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2011/12/em-tempos-de-sustentabilidade-como-fica.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/4566671284426793689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/4566671284426793689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2011/12/em-tempos-de-sustentabilidade-como-fica.html' title='Em tempos de sustentabilidade, como fica Iemanjá?'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-i9gid4Dfi70/Tv8kwuSW8VI/AAAAAAAAAH0/3muZd70dqi0/s72-c/IEMANJ%257E1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-952236077324103602</id><published>2011-12-27T10:36:00.000-08:00</published><updated>2011-12-27T10:37:50.039-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='manoel de barros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='verão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cheiro do verão'/><title type='text'>O cheiro do verão</title><content type='html'>“Árvores com o rosto arreiado de seus frutos ainda cheiravam a verão". Quando leu esses versos de Manoel de Barros pôde constatar aquilo que sempre mais lhe chamara a atenção no verão: o cheiro. Não sabia se era o entupimento de suas vias nasais durante as outras estações o causador de sua “miopia olfativa”, mas o fato é que tinha certeza que o verão possuía um odor avassalador. “Quando respiro, já sinto algo positivo. Uma onda, uma alegria, uma leveza’, falava aos amigos sentada na areia da praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ouço o cantar das cigarras, as cores ressaltadas, o brilho do sol sobre prédios, carros, areia, pedras e mar. Parece que uma energia carrancuda se dissipa com o chegar do verão. O poder do sol é realmente mágico. E há uma indecisão no tempo. Não. Talvez seja uma decisão. Aquele sol quente, tostando a pele, e de repente o tempo fecha. Chegam as nuvens, cai a chuva forte, como um choro de mulher magoada – visceral, ininterrupto. Os banhistas que douram seus corpos fogem apressados, resmungando seu dia de sol interrompido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chuva para. Como num soluçar, ficam os pingos remanescentes. E logo o tempo vai abrindo. As nuvens negras indo embora. Como se o vento soprasse nos ouvidos dela um consolo, um eu te amo. E assim o sol voltava tímido, numa cor branda. Como que se ela se confortasse com aquelas três palavras sopradas. E ganhando força a interpretação, o soluço já era pouco e espaçado – como a água que sobrava na areia molhada da praia. E ela, que se alegrava, tinha o sorriso metaforizado pela força arrebatadora que o sol ganhara. Imponente e sedutor crescia atrás dos Dois Irmãos formando uma paisagem que hipnotizava o vendedor de mate e os turistas encantados com suas máquinas fotográficas empunhadas. Enquanto isso os bon-vivants aplaudiam o espetáculo das pedras do Arpoador. Cazuza achava aquilo tudo cafona. Ela deitava na areia lembrando as palavras, contemplando o sol e aguardando que o vento soprasse de novo as palavras”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabou de falar e seus amigos riram. Indagaram se estava apaixonada. Afirmou. “Estou encantada pelo verão”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-952236077324103602?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/952236077324103602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2011/12/o-cheiro-do-verao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/952236077324103602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/952236077324103602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2011/12/o-cheiro-do-verao.html' title='O cheiro do verão'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-8446611204207979493</id><published>2011-11-03T12:24:00.000-07:00</published><updated>2011-11-03T13:00:46.513-07:00</updated><title type='text'>Sem fantasia</title><content type='html'>Pegou o isqueiro, ameaçou acender um cigarro. Hesitou. Olhou para o lado e contemplou os cabelos daquela mulher. Eram dois corpos relaxados pelo exercício do prazer, ali, esticados na horizontal. Esqueceu-se momentaneamente do ímpeto de fumar que tivera há dois segundos. Não era fumante. Mas se achava protagonizando um filme europeu quando acendia o tabaco depois de transar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teve um surto. Nunca antes tivera coragem de pedir a nenhuma mulher que realizasse alguma fantasia. Às vezes batia papo na internet e fazia meia dúzia de sacanagens via &lt;em&gt;webcam&lt;/em&gt;. Mas no &lt;em&gt;tête-a-tête&lt;/em&gt; algo lhe impedia. O medo de um fora, talvez. Mas naquele dia teve coragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechou os olhos - num quase não querer sentir a resposta, apenas ouvir - e ao pé do ouvido susurrou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tenho loucura em te ouvir cantar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Travou. Respirou. Tentou decifrar o silêncio que teve como resposta. Franziu os olhos, numa crença de que se os fechasse ainda mais pudesse ter mais coragem. Pegou fôlego como se fosse atravessar uma piscina a nado e continuou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas não assim, no dia-a-dia. Queria que se vestisse como uma diva e interpretasse uma música. Com vigor, meio dramática. Aqui. Na cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuou de olhos fechados. Parecia que assim doeria menos a suposta negativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas você sabe que sou tímida.&lt;br /&gt;- Mas essa é a graça.&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- Se você não tivesse vergonha eu não teria tanta vontade.&lt;br /&gt;- Eu hein...&lt;br /&gt;- Por favor. Não te peço mais nada. Juro.&lt;br /&gt;- Que prazer mais besta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calou-se. Estampou em seu rosto um descontentamento amargo. Não resmungou. Não gostava de pirraça. Virou-se para o lado e dormiu. De forma crescente debatia-se enlouquecidamente. A mulher, semiacordada, espiava sem entender nada. Com um penteado adequado e uma idumentária de diva, ela cantava uma canção de Dalva de Oliveira. Por alguns instantes hesitou. Olhava para baixo como quem não conseguia encarar a plateia. Tomou um gole de &lt;em&gt;whiskey&lt;/em&gt; e no microfone &lt;em&gt;fake&lt;/em&gt; mudava a canção, num rompante, para um clássico de Maria Bethânia. Incorporou. Apropriou-se da música como a paixão se apropria da alma. Já sem pudor algum, ia ao pé do ouvido de quem havia clamado por aquela encenação e cantava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizeram o melhor sexo de sua vidas até aquele momento. Acordou e gozou. Voltou a dormir triste porque era sonho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-8446611204207979493?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/8446611204207979493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2011/11/sem-fantasia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/8446611204207979493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/8446611204207979493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2011/11/sem-fantasia.html' title='Sem fantasia'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-6412002779482271139</id><published>2011-10-27T13:05:00.000-07:00</published><updated>2011-10-27T13:14:09.898-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coreto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Baile das Varizes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Pedro da Aldeia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dança na Praça'/><title type='text'>Baile das Varizes</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-6UiJtFjeb3A/Tqm6F-uhwqI/AAAAAAAAAHY/uhRrk7ACkeY/s1600/sao%2Bpedro.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 299px; height: 224px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-6UiJtFjeb3A/Tqm6F-uhwqI/AAAAAAAAAHY/uhRrk7ACkeY/s320/sao%2Bpedro.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5668266217922740898" /&gt;&lt;/a&gt;Foi numa dessas conversas fiadas que a gente tem para passar o tempo que eu despertei essa história. Na ocasião, voltava da praia, depois de um sol de quase dezembro de uma quarta-feira prolongada pós-trabalho. Delícias do horário de verão. Num riso descontrolado, efeito do relaxamento, eu e Gustavo falávamos meia dúzia de besteiras quando me lembrei de Brasa. E só de lembrar de sua imagem, ri. Ao mesmo tempo tive alguns segundos em que fui tomada pela ternura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai sempre contou histórias de Brasa. Meus irmãos ganharam a tradição. E não me importei de encarnar um papagaio pra fazer o mesmo. O fato é que Brasa é uma figura distinta. Não poderia dizer precisamente quantos anos ele tem. Mas apostaria que tem seus 75. Não sei também sua profissão. Nem seu nome. Sei apenas que é um senhor muito conhecido em São Pedro D’Aldeia por seus feitos. Ou melhor. Pela forma engraçada como conduz as situações. Ele é o responsável pela festa de São Sebastião da cidade. Embora o santo padroeiro seja São Pedro existe ali na Praia da Pitória, bairro onde Brasa reside, o costume de comemorar a data do santo padroeiro do Rio de Janeiro. Já virou piada na cidade. Quando ocorre o evento Brasa manda colocar uma faixa que diz: “Festa de São Sebastião nos dias 25, 24 e 23 de janeiro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa era corriqueira. Assim como a do mate leão. Dizem as más línguas que a mulher de Brasa pedira a ele certa vez que comprasse um veneno para matar ratos. Eis que o marido volta da rua com uma caixa de mate leão. Indagado sobre a confusão ele responde: “Se mata um leãozão grandão, não vai matar um ratinho pequenininho”. Eu ria. Mas a minha favorita mesmo era a seguinte: o filho de um senhor muito conhecido na aldeia havia falecido. Ele, impressionado, pediu que Brasa providenciasse um carro que anunciasse na cidade a morte de seu filho. Brasa saiu e retornou nos últimos momentos do enterro. Com pesar, se reportou ao senhor e falou: “Olha, dessa vez eu na consegui. Mas para o seu próximo filho, eu consigo. Prometo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última vez que o vi, faz alguns anos. Talvez uns seis. Ou oito. Ele tirava a mãe de uma amiga para dançar ali próximo ao coreto, no “Dança na Praça”. Achava engraçada aquela novidade. Um conjunto tocava enquanto pessoas dançavam músicas do Baile das Varizes ali, em um palco-quase-teatro-de-arena. Só hoje fez sentido aquilo tudo. Era culpa do verão. Ninguém suportaria dançar no calor senegalês do São Pedro Esporte Clube no verão. Só mesmo na praça. Contava a Gustavo isto quando num riso incontido ele me interrompeu. “É o que? Baile das Varizes?”. Também não me contive. Aquele nome esteve sempre tão presente e era tão normal falá-lo, ainda que achando engraçado, que parei pra pensar na sacanagem dos organizadores do baile com o mulherio aldeense. As donas sempre tão impecáveis, com aqueles penteados de Lions Club, vestiam roupas elegantes e a maquiagem era retocada no banheiro a cada drink. Aquela pompa toda para ir ao... Baile das Varizes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-6412002779482271139?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/6412002779482271139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2011/10/baile-das-varizes.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/6412002779482271139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/6412002779482271139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2011/10/baile-das-varizes.html' title='Baile das Varizes'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-6UiJtFjeb3A/Tqm6F-uhwqI/AAAAAAAAAHY/uhRrk7ACkeY/s72-c/sao%2Bpedro.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-4727447718142033129</id><published>2011-10-18T14:49:00.000-07:00</published><updated>2011-10-19T13:21:09.045-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ana Botafogo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='João Carlos Assis Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Daniel Lobo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mariana Terra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='onde está o óleo?'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nise da Silveira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Chico Couto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gustavo Otero'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teatro'/><title type='text'>Na engrenagem de Mariana Terra</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-orXI7ybsjJM/Tp36XhmbJCI/AAAAAAAAAHM/5g5sme3rbp0/s1600/Nise002.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 213px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-orXI7ybsjJM/Tp36XhmbJCI/AAAAAAAAAHM/5g5sme3rbp0/s320/Nise002.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5664959188365419554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Mariana Terra tem uma voz firme e um olhar que estaciona no do interlocutor quando conversa. Duas características marcantes e, talvez, imprescindíveis para realizar seu trabalho de atriz com excelência. Em cartaz no espetáculo &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Nise da Silveira – Senhora da Imagens&lt;/span&gt;, ela mistura corpo, voz e muita emoção em um trabalho arrebatador.  A apresentação, que se tornou uma catarse diária, já que sua história se entrelaça com a da psiquiatra alagoana,  traz à tona as vísceras do ser humano e sua capacidade de lidar com os mistérios do inconsciente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teatro é uma engrenagem. Do lado de cá, da plateia, talvez não tenhamos noção desse maquinário. Um espetáculo simples, sem muita pirotecnia, pode dar mais trabalho do que sonha a nossa vã ignorância. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a escolha do texto – ou da feitura do mesmo – passando pela escolha do elenco, cenário, figurino, iluminação, música, profissionais envolvidos... Ufa! E tudo isso cabendo dentro do orçamento (que quase sempre é curto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado isto, vêm os ensaios, que dão forma ao espetáculo. Tira-se aqui, coloca-se ali e, como numa pintura,  a arte vai ganhando corpo. Todos esses detalhes para serem apreciados em apenas um instante. A fugacidade do teatro é espantosa, ao mesmo tempo que muito atraente. Quem senta naquela poltrona, deve se sentir um privilegiado pelo simples fato de que aquela cena jamais se repetirá daquela forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esta engrenagem não para por aí. Na hora do “vamos ver”, outros detalhes estão ali:  marcação de palco, troca de figurino, posicionamento de luz, não atropelar o texto, aguardar a deixa (quando não é um monógolo), lidar com o improviso... Junte-se a isso uma plateia imperiosa, de olhos atentos,  certas vezes intimidadora e... temos um tarefa árdua.  Realizá-la em grupo não é fácil, imagine sozinho.&lt;br /&gt;Mariana Terra encarou este desafio. Desde os 10 anos de idade vive para o teatro. &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=oCEc5RamYmg&amp;eurl=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fmy_videos_edit&amp;feature=player_embedded"&gt;Em depoimento ao Onde Está O Óleo?&lt;/a&gt;, Mariana contou sua trajetória, com passagens pela CAL (Casa de Artes de Laranjeiras), Escola de Dança e Faculdade de Dança - Angel Vianna, até chegar à Itália, onde conheceu a Commedia  Dell`arte. Mariana também passou pela Inglaterra, seu país de origem, estudando com Peter Brook, um dos dramaturgos contemporâneos mais conceituados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para viver Nise da Silveira – Senhora das Imagens, ela entrou em um processo visceral. Com sua historia de vida intimamente ligada à da alagoana, Mariana mergulhou profundamente na vida da psiquiatra, que modificou o tratamento de pessoas com transtornos mentais. O pai de Mariana, Rafaelle Infante, foi discípulo de Nise. Também psiquiatra, ele utilizou textos de Luigi Pirandello em peças de teatro com seus pacientes, utilizando a arte como instrumento de vazão à pulsão dessas pessoas. Mariana, que perdeu o pai muito nova, revisita sua história a cada dia, numa catarse instigante e assustadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os litros d` água que a atriz perde a cada sessão devem eliminar todo o peso desse processo. O espetáculo, emocionante por si só, ganha uma beleza ainda maior quando se sabe da história de Mariana-Rafaelle-Nise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com direção de Daniel Lobo, coreografia de Ana Botafogo e repertório exclusivo, assinado por João Carlos Assis Brasil, a peça tem um jogo de luz dinâmico, ágil e instigante. Dado o blackout, não se sabe onde Mariana aparecerá na próxima cena.  Uma ótima pedida para quem quer se emocionar e conhecer a história de Nise da Silveira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/oCEc5RamYmg" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;"Nise da Silveira – Senhora das Imagens”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Realização: Essencial Cia de Teatro&lt;br /&gt;Interpretação e co- dramaturgia: Mariana Terra&lt;br /&gt;Dramaturgia e direção: Daniel Lobo&lt;br /&gt;Coreografia: Ana Botafogo&lt;br /&gt;Trilha original: João Carlos Assis Brasil&lt;br /&gt;Participações de Carlos Vereza (voz) e de Ferreira Gullar (em vídeo)&lt;br /&gt;Local: Centro Cultural Correios (Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro)&lt;br /&gt;Capacidade: 200 lugares&lt;br /&gt;Temporada: De 09 de setembro a 23 de outubro de 2011. De quinta a domingo, às 19h.&lt;br /&gt;Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada para estudantes, idosos e professores). A bilheteria funciona de quinta a domingo a partir das 16h. Reservas:             (21) 9607-9593      .&lt;br /&gt;Duração: 90 minutos.&lt;br /&gt;Não recomendável para menores de 16 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-4727447718142033129?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/4727447718142033129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2011/10/na-engrenagem-de-mariana-terra.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/4727447718142033129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/4727447718142033129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2011/10/na-engrenagem-de-mariana-terra.html' title='Na engrenagem de Mariana Terra'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-orXI7ybsjJM/Tp36XhmbJCI/AAAAAAAAAHM/5g5sme3rbp0/s72-c/Nise002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-2832867361409293638</id><published>2011-10-13T14:14:00.000-07:00</published><updated>2011-10-13T14:53:10.468-07:00</updated><title type='text'>Solução de vida</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-jVycVfiI2RI/TpdbrM3AojI/AAAAAAAAAHA/QCsV34wuHHM/s1600/matematica_papel.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-jVycVfiI2RI/TpdbrM3AojI/AAAAAAAAAHA/QCsV34wuHHM/s320/matematica_papel.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5663095854186144306" /&gt;&lt;/a&gt;Fez um Tratado de Tordesilhas quando poderia usar três palavras: eu te amo.&lt;br /&gt;Fez um tratado mental, virtual, sexual, lexical, quando queria apenas dizer.&lt;br /&gt;Fez da sua vida um tratado - mental, sexual, lexical... Estacionário.&lt;br /&gt;Fazia-se tratados de todo tipo. Não só o de Tordesilhas. Conseguia prolongá-los até transformá-los em relatórios da ONU.&lt;br /&gt;Eram tratados de si para si. Diálogos-monólogos. Um papo com o espelho, só que sem reflexo. Só reflexão.&lt;br /&gt;Era assim.&lt;br /&gt;Fez tratados e relatórios - mentais, virtuais, sexuais, porém, pontualmente lexicais - quando o que queria era expressar o amor pela palavra.&lt;br /&gt;Fazia um silêncio supersônico - similar a rajadas violentas, sonoras e inivisíveis - quando o que queria era dizer "não quero mais".&lt;br /&gt;A palavra era sua maior paixão. E como todas as maiores de sua vida, platônica. Descobriu que não sabia amar.&lt;br /&gt;E era o paradoxo de não conseguir amar o que mais amava que lhe afligia. Entendeu parte de si quando fez esta conexão.&lt;br /&gt;Foi aí que, no auge de sua juvetude, quis ir pelos ares. Tanto fazia se da Pedra da Gávea, do Dois Irmãos ou de um apartamento na Glória com vista pro Aterro. Faltou coragem.&lt;br /&gt;Covardia corroborada pelos momentos de ilusão com a vida. Fato que a deixava colocar &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=8bl_Ivz-DoA"&gt;Solução de Vida&lt;/a&gt;, do Paulinho da Viola, por longos períodos no &lt;span style="font-style:italic;"&gt;mute&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Sabia que o "Emplastro Brás Cubas" jamais seria fabricado, mas, tola, via na piada uma forma de suportar mais um dia.&lt;br /&gt;Pensou ser feliz em alguns momentos - aqueles em que interpretava o bobo da corte. Ou aqueles em que suas vísceras pareciam um lugar-comum diante dos ouvidos de alguém que também vivesse a sua incessante angústia.&lt;br /&gt;Continuou vivendo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-2832867361409293638?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/2832867361409293638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2011/10/solucao-de-vida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/2832867361409293638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/2832867361409293638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2011/10/solucao-de-vida.html' title='Solução de vida'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-jVycVfiI2RI/TpdbrM3AojI/AAAAAAAAAHA/QCsV34wuHHM/s72-c/matematica_papel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-4815529868668873471</id><published>2011-10-03T14:09:00.000-07:00</published><updated>2011-10-03T14:17:39.713-07:00</updated><title type='text'>O dia em que encontrei Sigmund Freud</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-uc2HVnox9mY/ToolstygG8I/AAAAAAAAAG4/q_WuiMupnOw/s1600/sigmund-freud1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 233px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-uc2HVnox9mY/ToolstygG8I/AAAAAAAAAG4/q_WuiMupnOw/s320/sigmund-freud1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5659377331880336322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Antes que eu tenha qualquer problema, aviso que esta é uma entrevista de ficção, portanto, sem compromisso com dados precisos, informações verdadeiras e etc.&lt;br /&gt;Apenas uma brincadeira de exercício da escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi numa tarde de outono em que eu e Sigmund Freud entramos numa onda. Em uma máquina do tempo, ele veio ao futuro, no século XXI. Eu, repórter inexperiente, não sanei meu desejo de visitá-lo no passado. Quando enviei minha comunicação, Dr. Zig foi enfático: "Eu irei ao futuro ver como anda este mundo". Obediente, aceitei. A entrevista da minha vida, que nunca aconteceu e jamais ocorrerá, se passa aqui, em algumas linhas. Onde quer quer você esteja, não mande me matar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Onde Está O Óleo?&lt;/strong&gt; – &lt;strong&gt;Freud, quando você criou a Psicanálise, imaginou que ela sobreviveria a, pelo menos, um século de existência?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sigmund Freud &lt;/strong&gt;– Quando descobri que havia algo no ser humano que ele mesmo desconhecia, fora de sua consciência e que contradizia tudo o que se pensava sobre a razão, pensei que estava em uma viagem de cannabis. Cheguei a cogitar que pudesse ser um sonho (vide interpretação), mas então percebi que se tratava de uma descoberta. Me senti como Sherlock Holmes tentando desvendar um mistério. Achei tão curioso aquele meu insight, que resolvi me debruçar sobre o assunto. Fiz diversos ensaios sobre a minha criação. E assim como a Bíblia, a maior ficção que virou “cartilha” para muitos seres humanos, achei que seria inovador e ousado se a minha ficção também se tornasse um modo de viver. Pensei que ultrapassaria o apenas ‘estar’ de uma teoria. Mas é claro que, quando eu escrevia a Fliess minhas constatações, quando eu dizia a ele cada nova pista de meu mistério, pensava que se tratava apenas de um ‘realize’ que dividia com um amigo. Eu escrevia somente o que um alquimista falaria ao um colega de profissão sobre um novo experimento. Jamais pensei que nossas correspondências seriam compradas em formas de livro, 100 anos depois. Embora fosse meu desejo que minha ficção fosse lida e aplicada, não tinha noção dessa prospecção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Onde Está O Óleo? &lt;/strong&gt;– &lt;strong&gt;Pegar os sonhos como material de investigação e, transformar isso em um modo de interpretar a vida de um sujeito, não lhe pareceu ousado demais, ao mesmo tempo em que muito original?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SF&lt;/strong&gt;- Você é mesmo muito jovem. O original só pode vir da ousadia. Apostar em um desejo e em uma ideia é o princípio para transformar o simples em algo original, perene. Taí meu amigo Albert Einstein para corroborar com isso. (“Se, a princípio, a ideia não é absurda, então não há esperança para ela”) Não é possível criar algo singular se não se apostar, ainda que eu acredite que tudo é uma grande ficção ou ousado demais. Finalizei “A interpretação dos sonhos” em 1899, mas foi um material que veio inaugurar o século XX, em 1900. Talvez tenha sido a minha primeira obra relevante, e, a partir daí as pessoas passaram a deixar de rejeitar o que falava e a prestar mais atenção no meu discurso. Interpretar os sonhos foi algo que surgiu quando eu trabalhava como neurologista, ainda descobrindo a neurose.Investiguei os sonhos e percebi que eles estavam sempre relacionados ao cotidiano de minhas pacientes e, então, pude notar que aquilo queria dizer algo. Até chegar a conclusão que o sonho muitas vezes pode representar a realização de um desejo, foram muitos atendimentos e muitas noites sem dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Onde Está O Óleo?&lt;/strong&gt; – &lt;strong&gt;Como foi o processo de criação da Teoria da Sexualidade? Você esperava que a sociedade se chocasse tanto com o que você propôs?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;SF &lt;/strong&gt;– A Teoria da Sexualidade foi o que mais interferiu na minha imagem. Descobrir que a sexualidade nasce com o sujeito e que ainda bebê uma criança pode, sim, ficar excitada, foi uma questão de muita observação. É algo que qualquer um pode se ater e notar. Qualquer pessoa que coloque uma criança acordada próxima a um casal transando, é passível de vê-la excitada. Essa descoberta foi apenas fruto de uma longa dedicação à minha observação. O que me incomoda é saber (através da máquina do tempo) é que em pleno século XXI muita gente ainda recalque essa constatação. Colocar a criança como inocente é ir contra tempos de estudos que tive e também ir contra a toda coragem que tive de tornar isto público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Onde Está O Óleo?&lt;/strong&gt; – &lt;strong&gt;O Complexo de Édipo é um conceito que todos citam quando falam de você. O que você acha dessa repercussão?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SF&lt;/strong&gt; – Acho reducionista. Basear a dependência do filho de sua mãe a essa belíssima tragédia grega foi um momento de contemplação. Pude enxergar no Édipo, um sujeito que estava ligado à mãe, ainda que não a conhecesse. Minha teoria sobre o recalque teve base nessa tragédia. Mas, além disso, está a castração. A psicanálise não teria valor algum se eu não tivesse elaborado o conceito de castração. É o momento mais bonito do Édipo, quando ele está em Antígona, cego, castrado, sem revolta. Ali, humilde, ele consegue chegar ao momento mais bonito em que um ser humano pode chegar, que é o de não se saber o que fazer. É o momento onde se assume a impotência, a falta de poder para realizar algo. E essa beleza é reduzida a um “bla, bla, bla” que pretende transformar o Complexo de Édipo em um conceito fechado, numa fórmula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Onde Está O Óleo?&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;O que você tem a dizer sobre o momento de análise? Você acha que o psicanalista atual está preparado para clinicar?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SF&lt;/strong&gt; – A análise é um momento do sujeito. Ele diz, diz, diz e só depois aquilo vai fazer sentido. Ele pode passar algumas sessões falando a mesma coisa, sem perceber. Pode falar de assuntos diferentes achando que nada se encaixa. O psicanalista nada mais é que alguém que passou por diversas angústias semelhantes ou divergentes a de seu “paciente ou cliente”. Ele, aparentemente, direciona o que o analisando diz. Mas, na verdade, tem a função de um altar. O sujeito que crê na doutrina católica, por exemplo, reza diante de um altar crendo naquela força. É como o suplicante que vai se livrar de sua culpa no divã. O analista é como aquela imagem de Nossa Senhora ou qualquer outro santo. Está ali para dar sentido ao ritual de falar. É bem verdade que, com sua experiência, ele é capaz de pontuar, falar e dar forma às questões que, talvez, o analisando sozinho não pudesse dar conta. Mas o analista também é um ser humano e, por isso, está sujeito a equívocos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Onde Está O Óleo?&lt;/strong&gt; – &lt;strong&gt;Para você, a formação psicanalítica está a altura da de sua época?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SF&lt;/strong&gt; – O que acho é que a complacência com a mistura de pensamentos é muito grande. Expulsei Jung (Carl Jung) de meu grupo de estudos por conta de sua mistura. Deu no que deu. Veio ele com seus arquétipos. Posso dizer que isso é uma afronta à psicanálise que tanto se dedica à quebra de discurso do sujeito. Criar símbolos que signifiquem o ser humano é o que há de mais patético. As pessoas, que tanto querem respostas prontas e fáceis; que não querem se deparar com sua inquietude, com sua angústia, se contentam facilmente com esta interpretação fácil e cômoda. Arquétipos facilitam o processo os quais cada um tem que fazer por si. Jung não suportou o desamor e a crítica. Teve de criar algo de fácil alcance e compreensão para ser amado. Ele não compreendeu o meu esforço explicitado em “Psicologia de grupo e análise do ego”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Onde Está O Óleo?&lt;/strong&gt; – &lt;strong&gt;Você acha que sua dedicação à criação da psicanálise tem uma repercussão positiva, atualmente?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SF -&lt;/strong&gt; Não. Acho que a maioria das pessoas ignora o meu grande feito, que foi a descoberta do inconsciente. As pessoas continuam achando que têm controle sobre as coisas e que têm poder de escolha, sem saber que isso é maior que elas. Mal sabem a força do inconsciente e o ignoram completamente. A minha Teoria da Sexualidade também foi solenemente ignorada. Digo isto porque vejo a crença na inocência das crianças. Acho a infância uma fase lúdica e, por isso, muito interessante e fácil de ser contemplada.Como seu superego ainda está em construção, a criança se torna muito mais interessante. Mas acho que é a crença na inocência delas e falta de atitudes enérgicas em virtude dessa crença, que deixam o mundo cada vez mais bobo e inabitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Onde Está O Óleo?&lt;/strong&gt; – &lt;strong&gt;E quanto ao superego. Como você acha que o mundo contemporâneo encara esse conceito?&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;SF –&lt;/strong&gt; Acho que superego virou uma palavra muito utilizada em mesa de bar. As pessoas não se tocam da grandiosidade desse conceito e o quão pejorativo ele pode ser na vida de alguém. Superego é opressor. E ainda que seja necessário para a formação e educação das pessoas, ele é categoricamente opressor. Virou uma palavra corriqueira, que pessoas que nem estão em análise utilizam. Tenho síncopes a cada vez que ouço essa palavra mal empregada. Gostaria de dizer que estou farto dessa banalização do jargão psicanalítico. Também tenho ojeriza dessa gente “cool” que muito fala, mas pouco se debruça a fazer algo, de fato, importante para suas vidas. E quero dizer que esse “bla, bla, bla” com perguntas pouco consistentes também não me apraz. Fico por aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-4815529868668873471?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/4815529868668873471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2011/10/o-dia-em-que-encontrei-sigmund-freud.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/4815529868668873471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/4815529868668873471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2011/10/o-dia-em-que-encontrei-sigmund-freud.html' title='O dia em que encontrei Sigmund Freud'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-uc2HVnox9mY/ToolstygG8I/AAAAAAAAAG4/q_WuiMupnOw/s72-c/sigmund-freud1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-4058841064077396703</id><published>2011-09-13T14:23:00.000-07:00</published><updated>2011-10-19T13:22:21.838-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Laura Zandonadi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gustavo Otero'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novos baianos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Festa da Musica'/><title type='text'>Na frigideira de Laura Zandonadi</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-ecrpF59M02o/Tm_NMLZp91I/AAAAAAAAAGw/bSmksQWrQWg/s1600/252169_146047725473934_100002061215572_285682_3368011_n%25282%2529.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 213px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-ecrpF59M02o/Tm_NMLZp91I/AAAAAAAAAGw/bSmksQWrQWg/s320/252169_146047725473934_100002061215572_285682_3368011_n%25282%2529.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651961666475784018" /&gt;&lt;/a&gt;Laura Zandonadi tem uma voz encantadora. É fácil identificar, em uma simples conversa, a beleza de seu timbre. Mas uma bela voz nem sempre vem acompanhada de afinação e musicalidade. Esse não é o caso dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Niteroiense, moradora de Pendotiba, Laura começou a se dedicar ao canto quando tinha 12 anos. Hoje, aos 24, após estudar em lugares como o Conservatório Vila-Lobos, a Escola Portátil de Música e ter aulas com grandes professores, ela canta com segurança e firmeza, emocionando a quem se dispor ouvi-la com atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua particularidade pode ser definida em uma frase: saber separar o joio do trigo. Ela é daquelas que demora a fazer um show, leva tempo para fazer uma canção e escolhe o repertório a dedo. Opinativa e seletiva faz com que o seu trabalho seja claramente autoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto que em seu &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=BUkR2QtyxXg&amp;feature=related"&gt;último show&lt;/a&gt; (no dia 20 de julho), mesmo com um repertório de outros artistas, a música tinha a sua cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Encontro inusitado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Há quem diga que as melhores coisas nascem do improviso. E o último show de Laura aconteceu assim. Convidada para um sarau na casa de um amigo em comum, ela conheceu Eduardo Tozzato, pianista brasileiro que mora em New Orleans há 15 anos. Na ocasião, eles descobriram uma grande sintonia musical e Eduardo a convidou para um Gig (uma espécie de show informal).  O resultado foi um show intimista, com um repertório recheado de Caetano e Gil, passando por Stevie Wonder, Norah Jones e Elis Regina. Arranjos jazzistas deram uma roupagem ora mais sensível, ora mais dançante às músicas escolhidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para completar o time, Laura convidou Fábio Fontoura (baterista) e Thaizinho Costa (baixista). No vídeo abaixo você confere um bate-papo com Laura, que conta onde está o seu óleo. Aproveite e deleite-se ao ouvi-la interpretando &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=5n0YtpKR4Gk&amp;feature=related"&gt;“Alguém Cantando”&lt;/a&gt;, de Caetano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Onde está o óleo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=-gWS9HbsJxs"&gt;Em depoimento&lt;/a&gt; ao &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Onde está o óleo?&lt;/span&gt;, Laura conta sua trajetória na música. "Eu me interessei em cantar por incentivo de uma amiga que me achava muito afinada e dizia que eu poderia apurar isso com aulas de canto. Fiz aulas, fui me apresentando, montando banda… Foi algo que começou sem querer, mas desde as minhas primeiras apresentações eu não quis mais sair do palco. Ele virou a minha paixão, o lugar onde eu mais gosto de estar. Eu sempre me identifiquei muito com a música brasileira, então os compositores nacionais são os quais mais me afinizo. Gosto muito de Djavan, Chico Buarque e esses compositores que temos a grande sorte de ter no Brasil."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como o objetivo deste blog é procurar o óleo alheio, Laura fala da música como o lubrificante de sua engrenagem. "A música faz toda a diferença na minha vida. A música é a minha vida. O meu óleo com certeza esta nela."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela também falou o que acha ser fundamental para cada um de nós encontrar o seu óleo. "Não dá pra sofrer as pressões do mercado, da sociedade. É preciso olhar pra dentro para procurar seu próprio óleo. Não vá pelo óleo dos outros, vá pelo seu, seja música, seja economia, engenharia, ou qualquer forma de arte alem da musica, é necessário olhar pra dentro. Se não não engrena e pode nos atrapalhar pelo resto da vida".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laura continua colocando óleo no seu maquinário. Ontem aconteceu a festa de 75 anos das rádio MEC e Nacional. Um palco foi montado no Campo de Santana, das 13h às 16h, com diversas atrações (em sua maioria artistas pra própria rádio), dentre eles, Laura. Foi um grande programa especial transmitido ao vivo pelas duas estações de rádio. Na ocasião, Laura fez um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;pout-pourri&lt;/span&gt; de músicas da época de ouro da rádio, que têm como tema a resistência da americanização das canções brasileiras, como por exemplo ‘Brasil Pandeiro’, de Assis Valente e ‘Disseram que voltei americanizada’, sucesso gravado por Carmem Miranda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 17 de setembro, ela se apresentará na Praça Araribóia, em Niterói, às 16h20, na &lt;a href="http://www.festadamusica.com.br/index2.php#"&gt;Festa da Música&lt;/a&gt;,   com “Os pingo da chuva”. Em 2009, Laura juntou-se a Leandro Bronze (Guitarra) Alexandre Stankevicins (Baixo), Eduardo Magliano (Bateria) para uma homenagem aos Novos Baianos. O grupo batizado de “Os pingo da chuva”  se apresentou no Teatro da UFF com releituras da turma do Swing de Campo Grande. O trabalho foi tão bacana, que agora, em 2011, eles foram convidados para participar do evento. Confira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ojeN3LtnCI0"&gt;A menina dança&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/laurazandonadi"&gt;&lt;br /&gt;Ouça Laura Zandonadi aqui&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/-gWS9HbsJxs" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-4058841064077396703?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/4058841064077396703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2011/09/na-frigideira-de-laura-zandonadi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/4058841064077396703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/4058841064077396703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2011/09/na-frigideira-de-laura-zandonadi.html' title='Na frigideira de Laura Zandonadi'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ecrpF59M02o/Tm_NMLZp91I/AAAAAAAAAGw/bSmksQWrQWg/s72-c/252169_146047725473934_100002061215572_285682_3368011_n%25282%2529.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-7853109658827916913</id><published>2011-09-06T17:59:00.000-07:00</published><updated>2011-09-07T07:57:21.428-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='photoria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='FLIST'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santa Teresa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gustavo Otero'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ArtRio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='SulAmerica Paradiso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carla Alves'/><title type='text'>Photoria expõe novo conceito de fotografia na ArtRio</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-317DXCogxxo/TmbC2Ty1vmI/AAAAAAAAAGg/XDEOfM0lYys/s1600/Photoria%2BArtRio%2BDivulga%25C3%25A7%25C3%25A3o%2B%25281%2529.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-317DXCogxxo/TmbC2Ty1vmI/AAAAAAAAAGg/XDEOfM0lYys/s320/Photoria%2BArtRio%2BDivulga%25C3%25A7%25C3%25A3o%2B%25281%2529.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649417020865101410" /&gt;&lt;/a&gt;A &lt;a href="http://www.photoria.com.br"&gt;Photoria&lt;/a&gt;, conceito de fotografia realizado por &lt;strong&gt;Carla Alves&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Gustavo Otero&lt;/strong&gt; há três anos, expõe o seu trabalho artístico na &lt;strong&gt;ArtRio&lt;/strong&gt;, de 8 a 11 de setembro. Esta é a primeira edição da Feira Internacional de Arte Contemporânea do Rio de Janeiro, que promete levar ao público 80 galerias nacionais e internacionais, abrangendo desde a vanguarda modernista até a arte contemporânea.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Carla Alves e Gustavo Otero são uma dupla de fotógrafos que compartilham seus cliques desde 2009, formando a Photoria. Com uma proposta de autoria coletiva, eles apostam em um novo conceito de fotografia, provando com seu trabalho que dois olhares diferentes apuram muito mais do que poderia ser feito por uma pessoa apenas. Há três anos eles desenvolvem suas atividades artísticas, buscando soluções criativas para seus clientes em ocasiões diversas. Registram  eventos, como shows, e fazem também campanhas publicitárias. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O olhar e a percepção da dupla captam não só imagens triviais e corriqueiras, passíveis de serem vistas por qualquer espectador. Sua sensibilidade permite ângulos inusitados, que focam detalhes, a ponto de transformar uma cena. Um palco iluminado com instrumentos musicais, antes do show, pode nos dar a impressão de um mero cenário pronto para receber sua estrela. Vistos da plateia, podem parecer elementos que precisam do artista para ter vida. Não é isso que mostram as fotos de Gustavo e Carla. A beleza de um instrumento com um foco de luz, por exemplo, pode ser apreciada nessa exposição.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-8bQdde3Ml4I/TmbDHEAl3bI/AAAAAAAAAGo/kA5shqw3qW0/s1600/Photoria%2BArtRio%2BDivulga%25C3%25A7%25C3%25A3o%2B%25282%2529.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-8bQdde3Ml4I/TmbDHEAl3bI/AAAAAAAAAGo/kA5shqw3qW0/s320/Photoria%2BArtRio%2BDivulga%25C3%25A7%25C3%25A3o%2B%25282%2529.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649417308685589938" /&gt;&lt;/a&gt;E se um objeto inanimado é capaz de provocar emoções quando retratado por olhares artísticos, momentos que têm a arte como pano de fundo transbordam sensibilidade e beleza. Isso pode ser conferido nos diversos shows fotografados pela dupla. Um rifle de guitarra de um artista no auge de seu show e a emoção de um cantor que levanta multidões são alguns dos cliques que poderão ser conferidos por quem passar pelo Pier Mauá.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Tratanto-se da ArtRio, a alma carioca não poderia deixar de ser exposta. O Parque das Ruínas, em Santa Tereza, foi palco da FLIST (Festa Literária de Santa Teresa), em 2010. O clima do charmoso bairro da cidade maravilhosa proporcionou à dupla lindos cliques. Os cariocas também inspiraram a última campanha institucional da rádio SulAmerica Paradiso, patrocinadora da exposição, que retrata a criatividade, a irreverência e a parceria dos nativos do Rio de Janeiro. As belas paisagens irresistíveis não passaram despercebidas aos olhares da Photoria durante o trabalho da campanha.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A exposição da Photoria é uma parceria com a SulAmerica Paradiso, que reúne os trabalhos feitos por Gustavo e Carla para a Rádio Oficial do Rio. Juntos eles mostram ao grande público o prazer de se viver em terra carioca.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SERVIÇO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Data: 07 de setembro de 2011 – restrito a convidados. 08 a 11 de setembro de 2011 – aberto ao público.&lt;br /&gt;Local: Píer Mauá, estande Rádio SulAmerica Paradiso &lt;br /&gt;Endereço: Av. Rodrigues Alves, sem n° / entre os armazéns 2 e 3&lt;br /&gt;Horário de visitação: 12h às 20h&lt;br /&gt;Ingressos: R$ 30 (estudantes, mediante apresentação de carteira, e para maiores de 60anos pagam meia)&lt;br /&gt;Formas de pagamento: dinheiro, cheque ou cartões de crédito e débito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-7853109658827916913?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/7853109658827916913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2011/09/photoria-expoe-novo-conceito-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/7853109658827916913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/7853109658827916913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2011/09/photoria-expoe-novo-conceito-de.html' title='Photoria expõe novo conceito de fotografia na ArtRio'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-317DXCogxxo/TmbC2Ty1vmI/AAAAAAAAAGg/XDEOfM0lYys/s72-c/Photoria%2BArtRio%2BDivulga%25C3%25A7%25C3%25A3o%2B%25281%2529.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-1069219744240239011</id><published>2011-09-05T13:20:00.000-07:00</published><updated>2011-09-13T17:14:57.522-07:00</updated><title type='text'>Camisa de força</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-cdgsJ--bBwo/TmUveqvwqeI/AAAAAAAAAGY/Bx3ACRezbwg/s1600/230300184_b161b637a4.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 256px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-cdgsJ--bBwo/TmUveqvwqeI/AAAAAAAAAGY/Bx3ACRezbwg/s320/230300184_b161b637a4.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648973511523346914" /&gt;&lt;/a&gt;Tenho uma estranha mania de inventar diálogos. Andando na rua, circulando dentro de casa ou tomando banho, falo em voz alta conversas que poderiam acontecer entre pessoas que conheço, ou, na maioria das vezes, entre mim e algum conhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estou na rua, sempre me pego sendo observada por alguém que se diverte com a minha mania. Certas vezes disfarço, seguro o “microfone” do fone que está sempre pendurado em meu ouvido e finjo que falo ao telefone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe sempre lança um “você tem que voltar pra psicóloga”. Mal sabe ela é que o eco de sua implicância já me fez falar sobre isso diversas vezes no divã. Naquela época, o então “Grande Mestre” – pegando carona no jargão de &lt;a href="http://cezarocarazza.blogspot.com/"&gt;Cezar Carazza&lt;/a&gt; – dizia que isso era bobagem e a minha “criatividade” deveria ser aproveitada para escrever ou para o teatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras vezes dava-se um significado, esse mais profundo e instigante, que era esclarecedor sobre o meu modo de agir na vida. Como não é simples me livrar dessa mania, resolvi tentar transformar esse hábito em produção. E para não expor histórias reais, resolvi promover encontros com pessoas que eu gostaria de encontrar um dia e imaginar um possível diálogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz uma viagem no tempo e bati um papo com Sigmund Freud. No próximo capítulo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-1069219744240239011?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/1069219744240239011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2011/09/camisa-de-forca.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/1069219744240239011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/1069219744240239011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2011/09/camisa-de-forca.html' title='Camisa de força'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-cdgsJ--bBwo/TmUveqvwqeI/AAAAAAAAAGY/Bx3ACRezbwg/s72-c/230300184_b161b637a4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-9019527954892477065</id><published>2011-09-02T16:10:00.000-07:00</published><updated>2011-09-02T16:24:15.915-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='onde está o óleo?'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='óleo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gustavo Otero'/><title type='text'>Na minha, na sua, na nossa frigideira</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-y4SwJMXqUuI/TmFfYtFYdQI/AAAAAAAAAFw/C23seWwVmYs/s1600/Logo%25281%2529.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-y4SwJMXqUuI/TmFfYtFYdQI/AAAAAAAAAFw/C23seWwVmYs/s320/Logo%25281%2529.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5647900285722981634" border="0"&gt;&lt;/a&gt;Há momentos na vida em que tudo emperra, engasga. E assim como a corrente da bicicleta que precisa de um óleo para funcionar, como a maçaneta que depois de um tempo precisa de um lubrificante, e como o sexo que sem tesão não funciona, precisamos de algo que faça a nossa vida deslizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser um hobby, ou alguma atividade que seja tão fundamental na vida de alguém, a ponto de se tornar o seu próprio trabalho. A busca deste blog é essa, saber onde está o óleo. O que interessa aqui é ouvir histórias de quem procura transformar a chatice que pode se tornar a vida cotidiana, em momentos de sofisticação do prazer. Esse óleo pode ser a prática de fazer croché, um esporte, arte ou qualquer forma de expressão que dê sentido à vida do indivíduo em questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta investigação sobre &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;onde está o óleo&lt;/span&gt; alheio, vou atrás de nada menos que meu próprio óleo, ainda para mim desconhecido. Talvez ele seja ouvir histórias e depois contá-las. Ou não. Estou aqui para descobrir. E nesta empreitada, conto com a ajuda de &lt;font style="font-weight:bold;"&gt;Gustavo Otero&lt;/font&gt;, meu amigo e fotógrafo. Dono de uma sensibilidade singular, ele retratará estes personagens com um olhar particular e diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Azeitamos da porta à economia e, tanto no sexo quanto na cozinha, lá está ele. E na sua frigideira, tem alguma coisa agarrando? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Onde está o seu óleo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-9019527954892477065?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/9019527954892477065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2011/09/na-minha-na-sua-na-nossa-frigideira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/9019527954892477065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/9019527954892477065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2011/09/na-minha-na-sua-na-nossa-frigideira.html' title='Na minha, na sua, na nossa frigideira'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-y4SwJMXqUuI/TmFfYtFYdQI/AAAAAAAAAFw/C23seWwVmYs/s72-c/Logo%25281%2529.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-1236059982044005536</id><published>2011-09-02T16:04:00.001-07:00</published><updated>2011-09-02T16:06:21.073-07:00</updated><title type='text'>Mais uma da séria série "Aprendendo com quem sabe"</title><content type='html'>Mais um dos favoritos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Celebridade é um Plebeísmo&lt;/span&gt; :: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fernando Pessoa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, quando penso nos homens célebres, sinto por eles toda a tristeza da celebridade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A celebridade é um plebeísmo. Por isso deve ferir uma alma delicada. É um plebeísmo porque estar em evidência, ser olhado por todos inflige a uma criatura delicada uma sensação de parentesco exterior com as criaturas que armam escândalo nas ruas, que gesticulam e falam alto nas praças. O homem que se torna célebre fica sem vida íntima: tornam-se de vidro as paredes da sua vida doméstica; é sempre como se fosse excessivo o seu traje; e aquelas suas mínimas acções - ridiculamente humanas às vezes - que ele quereria invisíveis, coa-as a lente da celebridade para espectaculosas pequenezes, com cuja evidência a sua alma se estraga ou se enfastia. É preciso ser muito grosseiro para se poder ser célebre à vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, além dum plebeísmo, a celebridade é uma contradição. Parecendo que dá valor e força às criaturas, apenas as desvaloriza e as enfraquece. Um homem de génio desconhecido pode gozar a volúpia suave do contraste entre a sua obscuridade e o seu génio; e pode, pensando que seria célebre se quisesse, medir o seu valor com a sua melhor medida, que é ele próprio. Mas, uma vez conhecido, não está mais na sua mão reverter à obscuridade. A celebridade é irreparável. Dela como do tempo, ninguém torna atrás ou se desdiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é por isso que a celebridade é uma fraqueza também. Todo o homem que merece ser célebre sabe que não vale a pena sê-lo. Deixar-se ser célebre é uma fraqueza, uma concessão ao baixo-instinto, feminino ou selvagem, de querer dar nas vistas e nos ouvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Pessoa, in 'Notas Autobiográficas e de Autognose'&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-1236059982044005536?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/1236059982044005536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2011/09/mais-uma-da-seria-serie-aprendendo-com.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/1236059982044005536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/1236059982044005536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2011/09/mais-uma-da-seria-serie-aprendendo-com.html' title='Mais uma da séria série &quot;Aprendendo com quem sabe&quot;'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-7185707902262697068</id><published>2011-09-01T18:38:00.000-07:00</published><updated>2011-09-01T18:40:27.736-07:00</updated><title type='text'>Quando a gente sente que não sabe escrever...</title><content type='html'>lê quem sabe!&lt;br /&gt;Um dos meus textos favoritos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O ex-covarde, por Nelson Rodrigues&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Entro na redação e o Marcelo Soares de Moura me chama. Começa: - "Escuta aqui, Nélson. Explica esse mistério." Como havia um mistério, sentei-me. Ele começa: - "Você, que não escrevia sobre política, por que é que agora só escreve sobre política?" Puxo um cigarro, sem pressa de responder. Insiste: - "Nas suas peças não há uma palavra sobre política. Nos seus romances, nos seus contos, nas suas crônicas, não há uma palavra sobre política. E, de repente, você começa suas "confissões". É um violino de uma corda só. Seu assunto é só política. Explica: - Por quê?" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de falar, procuro cinzeiro. Não tem. Marcelo foi apanhar um duas mesas adiante. Agradeço. Calco a brasa do cigarro no fundo do cinzeiro. Digo: - "É uma longa história." O interessante é que outro amigo, o Francisco Pedro do Couto, e um outro, Permínio Ásfora, me fizeram a mesma pergunta. E, agora, o Marcelo me fustigava: - "Por quê?" Quero saber: - "Você tem tempo ou está com pressa?" Fiz tanto suspense que a curiosidade do Marcelo já estava insuportável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo assim a "longa história": - "Eu sou um ex-covarde." O Marcelo ouvia só e eu não parei mais de falar. Disse-lhe que, hoje, é muito difícil não ser canalha. Por toda a parte, só vemos pulhas. E nem se diga que são pobres seres anônimos, obscuros, perdidos na massa. Não. Reitores, professores, sociólogos, intelectuais de todos os tipos, jovens e velhos, mocinhas e senhoras. E também os jornais e as revistas, o rádio e a tv. Quase tudo e quase todos exalam abjeção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcelo interrompe: - "Somos todos abjetos?" Acendo outro cigarro: - "Nem todos, claro." Expliquei-lhe o óbvio, isto é, que sempre há uma meia dúzia que se salve e só Deus sabe como. "Todas as pressões trabalham para o nosso aviltamento pessoal e coletivo." E por que essa massa de pulhas invade a vida brasileira? Claro que não é de graça nem por acaso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que existe, por trás de tamanha degradação, é o medo. Por medo, os reitores, os professores, os intelectuais são montados, fisicamente montados, pelos jovens. Diria Marcelo que estou fazendo uma caricatura até grosseira. Nem tanto, nem tanto. Mas o medo começa nos lares, e dos lares passa para a igreja, e da igreja passa para as universidades, e destas para as redações, e daí para o romance, para o teatro, para o cinema. Fomos nós que fabricamos a "Razão da Idade". Somos autores da impostura e, por medo adquirido, aceitamos a impostura como a verdade total. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, os pais têm medo dos filhos, os mestres dos alunos. o medo é tão criminoso que, outro dia, seis ou sete universitários curraram uma colega. A menina saiu de lá de maca, quase de rabecão. No hospital, sofreu um tratamento que foi quase outro estupro. Sobreviveu por milagre. E ninguém disse nada. Nem reitores, nem professores, nem jornalistas, nem sacerdotes, ninguém exalou um modestíssimo pio. Caiu sobre o jovem estupro todo o silêncio da nossa pusilanimidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas preciso pluralizar. Não há um medo só. São vários medos, alguns pueris, idiotas. O medo de ser reacionário ou de parecer reacionário. Por medo das esquerdas, grã-finas e milionários fazem poses socialistas. Hoje, o sujeito prefere que lhe xinguem a mãe e não o chamem de reacionário. É o medo que faz o Dr. Alceu renegar os dois mil anos da Igreja e pôr nas nuvens a "Grande Revolução" russa. Cuba é uma Paquetá. Pois essa Paquetá dá ordens a milhares de jovens brasileiros. E, de repente, somos ocupados por vietcongs, cubanos, chineses. Ninguém acusa os jovens e ninguém os julga, por medo. Ninguém quer fazer a "Revolução Brasileira". Não se trata de Brasil. Numa das passeatas, propunha-se que se fizesse do Brasil o Vietnã. Por que não fazer do Brasil o próprio Brasil? Ah, o Brasil não é uma pátria, não é uma nação, não é um povo, mas uma paisagem. Há também os que o negam até como valor plástico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu falava e o Marcelo não dizia nada. Súbito, ele interrompe: - "E você? Por que, de repente, você mergulhou na política?" Eu já fumara, nesse meio-tempo, quatro cigarros. Apanhei mais um: - "Eu fui, por muito tempo, um pusilânime como os reitores, os professores, os intelectuais, os grã-finos etc, etc. Na guerra, ouvi um comunista dizer, antes da invasão da Rússia: - "Hitler é muito mais revolucionário do que a Inglaterra." E eu, por covardia, não disse nada. Sempre achei que a história da "Grande Revolução", que o Dr. Alceu chama de "o maior acontecimento do século XX", sempre achei que essa história era um gigantesco mural de sangue e excremento. Em vida de Stalin, jamais ousei um suspiro contra ele. Por medo, aceitei o pacto germano-soviético. Eu sabia que a Rússia era a antipessoa, o anti-homem. Achava que o Capitalismo, com todos os seus crimes, ainda é melhor do que o Socialismo e sublinho: - do que a experiência concreta do Socialismo, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive medo, ou vários medos, e já não os tenho. Sofri muito na carne e na alma. Primeiro, foi em 1929, no dia seguinte ao Natal. Às duas horas da tarde, ou menos um pouco, vi meu irmão Roberto ser assassinado. Era um pintor de gênio, espécie de Rimbaud plástico, e de uma qualidade humana sem igual. Morreu errado ou, por outra, morreu porque era "filho de Mário Rodrigues". E, no velório, sempre que alguém vinha abraçar meu pai, meu pai soluçava: - "Essa bala era para mim." Um mês depois, meu pai morria de pura paixão. Mais alguns anos e meu irmão Joffre morre. Éramos unidos como dois gêmeos. Durante 15 dias, no Sanatório de Correias, ouvi a sua dispnéia. E minha irmã Dorinha. Sua agonia foi leve como a euforia de um anjo. E, depois, foi meu irmão Mário Filho. Eu dizia sempre: - "Ninguém no Brasil escreve como meu irmão Mário." Teve um enfarte fulminante. Bem sei que, hoje, o morto começa a ser esquecido no velório. Por desgraça minha, não sou assim. E, por fim, houve o desabamento de Laranjeiras. Morreu meu irmão Paulinho e, com ele, sua esposa Maria Natália, seus dois filhos, Ana Maria e Paulo Roberto, a sua sogra, D. Marina. Todos morreram, todos, até o último vestígio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falei do meu pai, dos meus irmãos e vou falar também de mim. Aos 51 anos, tive uma filhinha que, por vontade materna, chama-se Daniela. Nasceu linda. Dois meses depois, a avó teve uma intuição. Chamou o Dr. Sílvio Abreu Fialho. Este veio, fez todos os exames. Depois, desceu comigo. Conversamos na calçada do meu edifício. Ele foi muito delicado, teve muito tato. Mas disse tudo. Minha filha era cega. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis o que eu queria explicar a Marcelo: - depois de tudo que contei, o meu medo deixou de ter sentido. Posso subir numa mesa e anunciar de fronte alta: - "Sou um ex-covarde." É maravilhoso dizer tudo. Para mim, é de um ridículo abjeto ter medo das Esquerdas, ou do Poder Jovem, ou do Poder Velho ou de Mao Tsé-tung, ou de Guevara. Não trapaceio comigo, nem com os outros. Para ter coragem, precisei sofrer muito. Mas a tenho. E se há rapazes que, nas passeatas, carregam cartazes com a palavra "Muerte", já traindo a própria língua; e se outros seguem as instruções de Cuba; e se outros mais querem odiar, matar ou morrer em espanhol - posso chamá-los, sem nenhum medo, de "jovens canalhas". &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RODRIGUES, Nélson. In A cabra vadia (novas confissões), Livraria Eldorado Editora S.A., Rio de Janeiro, s/data, págs. 7-10. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-7185707902262697068?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/7185707902262697068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2011/09/quando-gente-sente-que-nao-sabe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/7185707902262697068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/7185707902262697068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2011/09/quando-gente-sente-que-nao-sabe.html' title='Quando a gente sente que não sabe escrever...'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-4848524240255584224</id><published>2011-08-11T18:44:00.000-07:00</published><updated>2011-08-11T18:47:06.498-07:00</updated><title type='text'>Sobre brincar de Tom e Jerry</title><content type='html'>Escrever – entre suas mil e uma funções – pode ser querer dizer a alguém, ou a muitos&lt;br /&gt;alguéns, o que os olhos gritam, o que o peito guarda, o que a alma sente e o que a boca&lt;br /&gt;cala. A mão é a amiga gentil da boca, que entra em ação quando a&lt;br /&gt;outra está insegura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Trecho sexual ou literal, vide interpretação.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrever é se distrair do caos, é só um instante, rápido e rasteiro, depois de uma&lt;br /&gt;enxurrada de tentativas. Escrever é dar nó em pingo de éter.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-4848524240255584224?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/4848524240255584224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2011/08/sobre-brincar-de-tom-e-jerry.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/4848524240255584224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/4848524240255584224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2011/08/sobre-brincar-de-tom-e-jerry.html' title='Sobre brincar de Tom e Jerry'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-6168996390765592129</id><published>2011-08-11T18:19:00.000-07:00</published><updated>2011-08-11T18:20:13.344-07:00</updated><title type='text'>Toró de parpite</title><content type='html'>processo criativo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;prolixo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pro lixo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-6168996390765592129?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/6168996390765592129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2011/08/toro-de-parpite.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/6168996390765592129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/6168996390765592129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2011/08/toro-de-parpite.html' title='Toró de parpite'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-8729106470892098485</id><published>2010-05-25T12:50:00.000-07:00</published><updated>2011-09-02T16:03:36.115-07:00</updated><title type='text'>Foguete e Um incansável pra lá de especial</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D8-hCYZEG-k/S_wsfOZqr1I/AAAAAAAAAEE/IgV8ENtXsSI/s1600/foguete_russo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_D8-hCYZEG-k/S_wsfOZqr1I/AAAAAAAAAEE/IgV8ENtXsSI/s320/foguete_russo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5475300161928998738" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Da última vez que estive aqui, falei de faxina. Acho que consegui fazê-la de certa forma. E daquele tempo pra cá, me joguei nas aventuras, andei por lugares novos, revisitei modicamente outros e tentei estabelecer mudanças. O óbvio: me sujei após a limpeza. Ainda bem. Esse era o propósito. Mas estou aqui porque é tempo de faxina novamente.&lt;br /&gt; Tenho impressão de que quando tacamos as tralhas velhas pela janela, aquelas roupas surradas, aqueles sentimentos carregados e aquelas lembranças que já não fazem mais sentido, somos tomados por uma ânsia de viver o novo, de pôr roupas novas no armário, de experimentar sensações outras e de desenhar novos acontecimentos que futuramente serão lembranças. &lt;br /&gt; Como faz parte de mim um radicalismo difícil de medir, eu não sei o que está compreendido entre o 8 e o 80. Vivo uma espécie de lançamento de foguete. O último texto era a contagem regressiva. E de repente fui pro espaço, rodopiei, senti os prazeres de estar em outras terras e agora estou aterrissando. Acho que pra pensar o saldo da minha viagem. &lt;br /&gt; Sinto que essa ida até o espaço foi interessante. Mas tô aqui, na Terra. Dar conta desse lançamento é o que está por vir. É tempo de limpeza!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D8-hCYZEG-k/S_ws2s3Zp-I/AAAAAAAAAEM/cyocdtpsUuA/s1600/sergio_britto.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 164px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_D8-hCYZEG-k/S_ws2s3Zp-I/AAAAAAAAAEM/cyocdtpsUuA/s320/sergio_britto.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5475300565243766754" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;        Dando uma espiada no twitter, vi o link desta matéria no blog da Cora Rónai sobre o lançamento do livro do Sérgio Britto. Nesse tempo de faxina, há uma baixa de energia, fico concentrada em questões e é natural que eu fique xoxa em relação às minhas atividades, desejos e realizações. Parece que quero resolver coisas de ordem mais visceral e acabo dando menos importância ao que considero, erroneamente, corriqueiro. Aí a gente dá de cara com uma história dessas [&lt;a href="http://cora.blogspot.com/"&gt;Memórias de um incansável&lt;/a&gt;] e dá uma revigorada.&lt;br /&gt; Minha primeira vaga lembrança de Sérgio Britto é de Xica as Silva, novela da Manchete a qual eu assistia escondida. Depois vi uma coisa ou outra que ele fez na TV, até descobri-lo de fato no “Arte com Sérgio Britto”. Quis saber um pouquinho sobre sua passagem pelo teatro, pelo teleteatro, enfim... Não me aprofundei, mas saquei que aquele era um cara especial. Sempre que dava, assistia o programa na TV Brasil. Assisti “A última gravação de Krapp” e "Ato nº 1"", ambas do Beckett, com ele. Talvez a distância do texto para a minha realidade, ou a minha falta de compreensão tenham feito com que a peça não me afetasse. Mas seria impossível não sair sensibilizada do teatro vendo aquele senhor de então 86 anos, ali, sozinho, contando 2 histórias em cima de um palco, sem camisa em uma das cenas, mostrando a imperfeição de seu corpo flácido, entregue ao que mais ama fazer. As limitações de seus movimentos (fazia pouco tempo que tinha saído do hospital após ser internado com pneumonia) eram suavizadas pela sua experiência. A coragem de insistir, de estar ali realizando é de uma beleza incrível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Hoje ao ler o texto da Cora, revisitei essas sensações que tive ao ver Sérgio Britto no palco. O mestre vivo do teatro, que é taxativo com o bissexualismo &lt;em&gt;(“Para mim, se dizer bissexual é como esconder o homossexualismo que você não quer admitir, -- escreve. – Sempre me senti homem o bastante para assumir opções e atitudes na minha vida.”)&lt;/em&gt;, mesmo quando fala algo do qual eu discordo, me encanta. Eu poderia aqui contra-argumentar essa afirmação categórica, no meu ponto de vista. Mas hoje é momento de reverenciá-lo, não de contestá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Pode parecer irônico que alguém que passou pela experiência da tentativa de suicídio, resista tanto à morte como nesse processo belo de reinventar-se ao escrever um livro aos 86 anos. É alguém que quer complicar-se com a vida, quando nessa idade vai se meter em lançamento, divulgação, entrevistas... Eu só posso achar que ele passou por muitos processos, muitos momentos de revisão e faxina, e ao mesmo tempo de entregar-se aos desejos a ponto de ter repertório para escrever 416 páginas, fazer 386 peças para o teleteatro e inúmeros outros trabalhos. Esse é um exemplo de mestre. Exemplo de amor à vida, mesmo quando o que se deseja é a morte. Esse é incansável, e um incansável pra lá de especial.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-8729106470892098485?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/8729106470892098485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2010/05/foguete-e-um-incansavel-pra-la-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/8729106470892098485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/8729106470892098485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2010/05/foguete-e-um-incansavel-pra-la-de.html' title='Foguete e Um incansável pra lá de especial'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_D8-hCYZEG-k/S_wsfOZqr1I/AAAAAAAAAEE/IgV8ENtXsSI/s72-c/foguete_russo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-1590601266335744281</id><published>2009-12-21T05:33:00.000-08:00</published><updated>2009-12-21T05:45:43.198-08:00</updated><title type='text'>Get up, stand up Don't Give up the Fight</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D8-hCYZEG-k/Sy96Ju7B83I/AAAAAAAAAD0/VOnepHqaaCU/s1600-h/faxina.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 97px; height: 123px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_D8-hCYZEG-k/Sy96Ju7B83I/AAAAAAAAAD0/VOnepHqaaCU/s320/faxina.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417683184383030130" /&gt;&lt;/a&gt;Gosto de alguns rituais. Deixando de lado os obssessivos, que faço, evidentemente, entre os que tenho carinho&lt;br /&gt;há um que se repete duas vezes ao ano: a faxina.Os astrólogos consideram nosso aniversário como um ano novo pessoal. Como se fosse o fechamento de um ciclo(kármico), época de fazer faxina, seja ela mental ou real, jogar fora papéis, sentimentos, desgarrar das correntes que arrastamos, enfim, limpar-se e abrir-se para o novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse mito da limpeza, da faxina, também se dá no ano novo. É evidente que nada muda de forma radical do dia 31 para o dia 1º.Os fogos de artifício e as taças de champagne, embora muito agradáveis, não fazem milagres.É fato que essa "varredura" deve ser cotidiana, são os lutos ocasionais que temos que fazer. Mas esses mitos das datas nos impulsionam a estabelecer tratos conosco. A criar metas, a desejar algo a ser realizado, a se fazer promessas. De certa maneira, o nosso coração se enche de esperança para o que está por vir. Talvez nem imaginemos o que vem. Às vezes criamos expectativas. Mas mesmo que imaginariamente projetemos um caldeirão de ilusões, é um momento de frio na barriga que pode ser prazeroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As minhas faxinas que, por conta da cultura, costumam se dar de 6 em 6 meses (já que nasci no meio do ano) são assim. Às vezes nostálgicas, tenho que confessar. Às vezes varridas com gosto, tamanha a quantidade de coisas que tenho que jogar fora. Mas sempre têm esse mistério. O novo (que às vezes pode ser o mesmo velho cotidiano) que está por vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha faxina já começou. Essa introspecção que toma conta é um pouco resultado disso.Nos fins dos anos é quando sento e tento escrever, transmitir com palavras toda essa confusão que se passa.É verdade que nada se arruma, nada se aquieta, essa é outra ilusão. Mas é importante essa ação de jogar papéis fora.Para mim, tem o poder de amenizar certas coisas e acentuar outras.2009 foi (ainda está sendo, na realidade) um ano de luta, de descrença, mas, ao mesmo tempo, de aprender a ter fé.&lt;br /&gt;Uma profusão de acontecimentos, muitos deles com vontade de fugir, outras vezes com obrigação de lutar, por que a vida é luta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deparar-me com minhas imperfeições, com minha resistência, ainda que minimamente, foi angustiante e certas vezes, muito bom. Posso dizer que foi uma confusão, como é em todos os anos. Mas com uma dose, ínfima é verdade, de aprendizado. E o mais importante deles, que é proclamado por tantos poetas, e que hoje escolhi o de Bob: "Get up, stand up /Don't giv up the fight".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que na música ele levante bandeiras, o que não é o caso aqui, gosto da canção, principalmente do refrão e da frase a seguir. &lt;strong&gt;"Almighty God is a living man"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso... Pra 2010, que eu não desista de lutar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D8-hCYZEG-k/Sy96qjvRIMI/AAAAAAAAAD8/sTDadCqIG3Q/s1600-h/don%27tgiveup.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 315px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_D8-hCYZEG-k/Sy96qjvRIMI/AAAAAAAAAD8/sTDadCqIG3Q/s320/don%27tgiveup.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417683748316586178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-1590601266335744281?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/1590601266335744281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2009/12/get-up-stand-up-dont-give-up-fight.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/1590601266335744281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/1590601266335744281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2009/12/get-up-stand-up-dont-give-up-fight.html' title='Get up, stand up Don&apos;t Give up the Fight'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_D8-hCYZEG-k/Sy96Ju7B83I/AAAAAAAAAD0/VOnepHqaaCU/s72-c/faxina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-6405541499079906785</id><published>2009-12-15T06:31:00.000-08:00</published><updated>2009-12-15T06:32:32.516-08:00</updated><title type='text'>Urgência</title><content type='html'>&lt;strong&gt;As dívidas se acumulam, mas algo em mim urge.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quero rir um riso franco&lt;br /&gt;ainda que amarelo &lt;br /&gt;e não branco&lt;br /&gt;um riso sincero&lt;br /&gt;que mostre que eu quero&lt;br /&gt;uma vida mais leve&lt;br /&gt;feito a pena da ave&lt;br /&gt;assim, entregue&lt;br /&gt;como um piloto na nave&lt;br /&gt;livre a voar&lt;br /&gt;sem sofrer, nem penar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quero um choro exagerado&lt;br /&gt;ainda que mexicano&lt;br /&gt;bem demonstrado&lt;br /&gt;demasiadamente humano&lt;br /&gt;um choro gritante&lt;br /&gt;que mostre o suplício&lt;br /&gt;de uma dor mais amena&lt;br /&gt;uma libertação &lt;br /&gt;dessa auto-pena&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quero uma armadura&lt;br /&gt;mais eficaz&lt;br /&gt;porque essa arma dura&lt;br /&gt;que porto, não me apraz&lt;br /&gt;sintomaticamente mortifica&lt;br /&gt;fantasiosamente edifica&lt;br /&gt;fingindo uma paz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;já disse o poeta &lt;br /&gt;que a vida tem como meta&lt;br /&gt;morrer&lt;br /&gt;e se a paz é a morte&lt;br /&gt;como manter-se forte&lt;br /&gt;e viver?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se no fim das contas&lt;br /&gt;o que se quer é o fim das contas&lt;br /&gt;e é em nome da vida&lt;br /&gt;se complicar&lt;br /&gt;peço a todos os santos&lt;br /&gt;ajuda &lt;br /&gt;nesse eterno adiar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-6405541499079906785?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/6405541499079906785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2009/12/urgencia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/6405541499079906785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/6405541499079906785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2009/12/urgencia.html' title='Urgência'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-5586933951369686446</id><published>2009-12-11T02:12:00.000-08:00</published><updated>2009-12-11T02:30:22.800-08:00</updated><title type='text'>Não pense que a cabeça agüenta se você parar</title><content type='html'>São muitas as dívidas: falar sobre a O homem da tarja preta, entrevista com Leonardo (biólogo – sobre as células), André Poubel (teatro), mas hoje me dedico a outro fato:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não pense que a cabeça agüenta se você parar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D8-hCYZEG-k/SyIbdxxrJWI/AAAAAAAAADY/JTc4nfQJ6m0/s1600-h/leila.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 92px; height: 123px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_D8-hCYZEG-k/SyIbdxxrJWI/AAAAAAAAADY/JTc4nfQJ6m0/s320/leila.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413919900444599650" /&gt;&lt;/a&gt;Ontem fez uma semana que acordamos com a notícia de que Leila Lopes havia falecido. A princípio, para mim, era uma mera notícia da morte de alguém da mídia. Não acompanhei o sucesso de Leila Lopes nas novelas. Assisti “O Rei do gado”, mas não me lembro dela. Sua última participação na Globo foi em 1997, em Malhação. E a última novela que fez foi Marcas da Paixão, em 2000, na Rede Record. Em 1997 eu não acompanhava Malhação e também não assisti Marcas da Paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ser sincera, só fui saber da existência de Leila Lopes quando ela, ao iniciar no cinema pornô, virou figurinha fácil em revistas e sites de celebridades, especificamente nos que sacaneiam as mesmas. E como não me despertou muita curiosidade, fiquei achando que ela era só mais uma prestadora de serviços da indústria do sexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando li a matéria sobre a morte de Leila, algo me chamou a atenção: suspeita de suicídio.Tenho uma curiosidade particular sobre os suicidas. Certas horas me arrebato de admiração por esse seres que têm coragem de abandonar a vida. Em outros momentos acho que são os maiores covardes da humanidade, aqueles que sequer suportaram os percalços e que não seguiram no processo de resistência. Talvez seja um maniqueísmo chinfrim da minha parte, quando na verdade o que importa não é coragem ou covardia nos seus sentidos puros, e sim cada ser humano e o que o levou a abandonar o barco, ou melhor, a cansar de resistir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li a suposta carta que Leila escreveu antes de morrer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não chorem, não sofram, eu estou ABSOLUTAMENTE FELIZ! Era tudo o que eu queria: ter paz eterna com meu Deus e, se possível, com minha mãe. Eu não me suicidei, eu parti para junto de Deus. Fiquem cientes que não bebo e não uso drogas, eu decidi que já fiz tudo que podia fazer nessa vida. Tive uma vida linda, conheci o mundo, vivi em cidades maravilhosas, tive uma família digna e conceituada em Esteio, brilhei na minha carreira, ganhei muito dinheiro e ajudei muita gente com ele. Realmente não soube administrá-lo e fui ludibriada por pessoas de má fé várias vezes, mas sempre renasci como uma fênix que sou e sempre fiquei bem de novo. Aliás, eu nunca me importei com o ter. Bom, tem muito mais sobre a minha vida, isso é só para verem como não sou covarde não, fui uma guerreira, mas cansei. É preciso coragem para deixar esta vida. Saibam todos que tiverem conhecimento desse documento que não estou desistindo da vida, estou em busca de Deus. Não é por falta de dinheiro, pois com o que tenho posso morar aqui, em Floripa ou no Sul. Mas acontece que eu não quero mais morar em lugar nenhum. Eu não quero envelhecer e sofrer. Eu vi minha mãe sofrer até a morte e não quero isso para mim. Eu quero paz! Estou cansada, cansada de cabeça! Não agüento mais pensar, pagar contas, resolver problemas... Vocês dirão: Todos vivem! Mas eu decidi que posso parar com isso, ser feliz, porque sei que Deus me perdoará e me aceitará como uma filha bondosa e generosa que sempre fui. (...)”  Leila Lopes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ler  na íntegra, clique &lt;a href="http://br.noticias.yahoo.com/s/08122009/48/entretenimento-familia-divulga-carta-deixada-leila.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Vendo a vida passar&lt;br /&gt;E essa vida é uma atriz&lt;br /&gt;Que corta o bem na raiz&lt;br /&gt;E faz do mal cicatriz&lt;br /&gt;Vai ver até que essa vida é morte&lt;br /&gt;E a morte é&lt;br /&gt;A vida que se quer”&lt;br /&gt;Refém da Solidão – de Paulo César Pinheiro e Baden Powell&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leila foi clara: queria a paz. A paz só existe na morte. A pulsão quer se satisfazer, quer morrer. Desde Freud, o pai da psicanálise, aos compositores populares Paulo César Pinehiro e Baden Powell isso fica claro. “Vai ver até que essa vida é morte /E a morte é /A vida que se quer”. A forma de resistirmos à vida é nos complicando, ou seja, adquirindo significantes.  Leila era atriz e também foi apresentadora. O ator, esse que vive dos holofotes não só dos palcos e dos sets de filmagens, mas dos holofotes midiáticos, se agarram a que? Pelo pouco que sei de Leila, pude perceber que ela vivia de sua imagem. Uma mulher muito bonita, atraente e que fez sucesso por muitos anos. Junta-se a beleza que já lhe foi dada sem nenhum esforço, com a pompa do sucesso, a vivência do glamour e o que sobra? Viveu apenas da imagem e do sucesso. Só que os dois acabam. Ela foi transparente: “Eu não quero envelhecer e sofrer”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos pensavam que ela tinha 40 anos, quando em sua morte, soube que ela tinha, na realidade, 50. Lidar com o corpo em degradação é complexo para todo mundo, mesmo para os que a vaidade não é tão intensa. Quando começamos a perder elasticidade, quando temos que diminuir nosso ritmo porque não agüentamos correr, ou quando nos abaixamos e sentimos dor, tudo isso mostra escancaradamente as nossas limitações. Para quem vive da imagem, o envelhecimento deve ser um sofrimento desmedido. O sucesso também é efêmero, ainda mais quando se produz o comum, o que está na mídia e é facilmente substituído. O que não é singular, raramente é perene. Mas isso não é uma crítica a Leila. Cada um sabe do seu caminho, do seu processo. Imagino que ela tenha sofrido demasiadamente. Tanto que não soube lidar com isso e quis a paz, porque estava “cansada da cabeça”. Daí entra o Raul: “Não pense que a cabeça agüenta se você parar”. E é justamente isso. Qual era o significante que aparentemente sustentava Leila? Seu corpo, sua imagem que levavam ao sucesso. Na chegada da idade e na falta de sucesso a que se agarrar? Em alguns casos, as pessoas se agarram à família. O que também não é nada saudável, cá pra nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D8-hCYZEG-k/SyIcDGH3dzI/AAAAAAAAADg/-eK4CkBmPgQ/s1600-h/raul.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 90px; height: 140px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_D8-hCYZEG-k/SyIcDGH3dzI/AAAAAAAAADg/-eK4CkBmPgQ/s320/raul.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413920541561550642" /&gt;&lt;/a&gt; Mas Leila era órfã. E também não tinha filhos. A cabeça agüenta se você para? Raulzito dizia que não. Aliado a isso, há um agravante. Leila que por um momento longo fez parte da “elite das celebridades”, vide seus 10 anos de Rede Globo, passou para o “submundo”. Passou a fazer cinema pornô. Talvez porque não quisesse ficar sem trabalhar, porque precisasse da grana, ou porque teve vontade mesmo de experimentar, ora! Que mal há nisso?  Mas o moralismo que nos habita – sim, em algum momento ele aparece em cada um de nós – vai contra isso. E a própria classe a qual ela um dia fez parte - e provavelmente tinha amigos – serviu de superego da moça. O autor de novelas, Walcyr Carrasco escreveu uma dura &lt;a href="http://bloglog.globo.com/blog/blog.do?act=loadSite&amp;id=90&amp;postId=7638&amp;permalink=true"&gt;crítica&lt;/a&gt; a Leila em seu blog, em 2008, quando filme pornô “Pecados e Tentações” foi lançado. Depois da morte, declarou-se arrependido. É assim mesmo, às vezes falamos o que não devemos, apontamos coisas sem precisarmos apontar, mas a vida é assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico imaginando o quanto o superego dessa mulher deve ter feito pressão pra ela se matar. Porque por mais corajosa que ela tenha sido em fazer o filme (digo corajosa no sentido de ir contra o que sua classe pensava sobre o seu ato), ela não deve ter suportado as críticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam, aqui não levanto bandeira da indústria pornográfica, mas também não sou contra. Não acho que esse deva ser o único significante de ninguém, vide o que aconteceu com a Leila e &lt;strong&gt;NOVAMENTE&lt;/strong&gt; como afirmou Raul: “Não pense que a cabeça agüenta se você parar”.  Agora, essa moralização é uma neurose sem mais tamanho, e que novamente digo, habita todos nós. Está entranhado em mim e é necessário dar um chute. Talvez a mortificação do superego aliado ao medo de envelhecer tenham matado Leila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além das promessas que deverão ser cumpridas, falarei de Raulzito, vejam o link abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/user/DanielCruz886#p/u&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-5586933951369686446?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/5586933951369686446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2009/12/nao-pense-que-cabeca-aguenta-se-voce.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/5586933951369686446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/5586933951369686446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2009/12/nao-pense-que-cabeca-aguenta-se-voce.html' title='Não pense que a cabeça agüenta se você parar'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_D8-hCYZEG-k/SyIbdxxrJWI/AAAAAAAAADY/JTc4nfQJ6m0/s72-c/leila.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-106910374524681175</id><published>2009-12-10T05:06:00.000-08:00</published><updated>2009-12-10T05:20:31.063-08:00</updated><title type='text'>Quiosque volante da Campanha Teatro para Todos, Largo do Machado, dia 25</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D8-hCYZEG-k/SyDzV80OnbI/AAAAAAAAADI/hTdYNJBoNO8/s1600-h/teatro.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 125px; height: 125px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_D8-hCYZEG-k/SyDzV80OnbI/AAAAAAAAADI/hTdYNJBoNO8/s320/teatro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413594310527327666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**Desde o dia 20 de novembro, quem passa pela Cinelândia é despertado por um quiosque verde da Campanha Teatro para Todos, uma realização da Associação de Produtores de Teatro do Rio de Janeiro. Esta é a sétima edição da campanha que tem como objetivo despertar revitalizar, aproximar e renovar o público teatral, além de contribuir na formação de novas plateias. Este ano, mais de 100 mil ingressos estão disponibilizados para o público, totalizando 68 espetáculos, entre adultos e infantis. Os ingressos poderão ser adquiridos a preços populares: R$ 5,00; R$ 10,00; R$ 15,00, R$ 20,00 e R$ 25,00.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do quiosque fixo que ficará na Cinelândia todos os dias até 20 de dezembro(segunda a sexta-feira, das 9h às 19h; sábados, das 9h às 13h; fechado aos domingos), há um quiosque volante que de terça a sábado, das 10h às 18h fica parado em um bairro do Rio de Janeiro tornando a compra mais cômoda. Para ter acesso as datas e aos lugares onde estará o quiosque volante, basta acessar &lt;a href="www.aptr.com.br/teatroparatodos"&gt;www.aptr.com.br/teatroparatodos&lt;/a&gt; .Ou se o espectador não quiser sair de casa para comprar seu bilhete, pode obtê-lo em www.ingresso.com. Os ingressos também estão à venda nos postos Petrobras credenciados, postos Shell, Lojas Americanas e Americanas Express.&lt;br /&gt;Na última quarta-feira (25), o quiosque volante estava no Largo do Machado. Um papel colado na parte traseira do Doblô (carro que serve como quiosque) indicava que ingressos para oito peças que aconteceriam no fim de semana posterior já estavam esgotados. Entre elas o musical O Despertar da Primavera, o drama francês Na Solidão dos Campos de Algodão e o stand-up comedy Musicomédia. O sucesso do Largo do Machado não se repetiu no sábado (28), na Gávea. A procura foi baixa enquanto o quiosque esteve na Praça Santos Dumont. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espectador deve ficar atento: os ingressos vendidos só valem para a semana da compra. Isso permite que as peças mais procuradas não tenham seus ingressos esgotados de uma só vez. Então quem não conseguiu comprar, por exemplo, sua entrada para O Despertar da Primavera na semana passada, pode tentar novamente esta semana.&lt;br /&gt;Teatro, como é sabido, é o “primo pobre” das artes. Desde a falta de incentivo às produções que encarecem o valor do bilhete até a baixa procura por essa mesma razão ou por desinteresse mesmo, tudo vai contra a “popularização” do teatro. Não se pode afirmar categoricamente o que define a falta de hábito de se freqüentar o teatro, mas esta não é uma exclusividade brasileira, como se é de costume pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para saber mais sobre esse universo, o &lt;strong&gt;OEOO&lt;/strong&gt; conversou com o ator &lt;strong&gt;André Poubel&lt;/strong&gt;, que esteve em cartaz recentemente no espetáculo &lt;strong&gt;“Vale Coxinha”&lt;/strong&gt;. A peça trata das dores e delícias de quem vive de teatro no Brasil. Um diretor com muitas idéias na cabeça, sonhando com a realização de seu espetáculo, está aguardando resposta de um patrocinador e, confiante de que receberá o financiamento, marca um teste para escolher o elenco Os escolhidos precisam entrar na loucura dele e mostrar que estão prontos para encarar o desafio de vencer qualquer dificuldade, mesmo que seja para ganhar um Vale Coxinha.&lt;br /&gt;André Poubel foi, sem querer, despertado para o teatro quando era criança por seu avô, que era marceneiro. Enquanto fazia brinquedos de madeira para seus netos, encarregava André de ler uma história e depois contá-la aos primos utilizando os objetos que ele tinha feito em sua marcenaria. Não se sabe se foi de forma proposital ou não, mas ele estava ensinando André desde cedo uma técnica de preparação de teatro. Aos 14 anos, participou de uma peça na escola, mas teve a reprovação de seu pai militar.  Antes de se formar na escola, o desejo de ser ator voltou. Tentou convencer o avô a ser seu cúmplice enquanto fazia teatro escondido, mas não teve sucesso. Pediu dinheiro ao pai para um curso de inglês e foi fazer teatro. Depois passou no vestibular para graduação em Artes Cênicas na UniRio, enquanto fazia Comunicação Social. Ficou nos dois cursos simultaneamente, sendo que o primeiro era escondido da família. Até que na metade do curso de Comunicação, resolveu trancar sua matrícula e seguir com o teatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D8-hCYZEG-k/SyD01maU11I/AAAAAAAAADQ/y4o2fpCsW9E/s1600-h/andre.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 283px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_D8-hCYZEG-k/SyD01maU11I/AAAAAAAAADQ/y4o2fpCsW9E/s320/andre.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413595953780545362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André, que quando estava na faculdade se ofereceu para entrevistar Fernanda Montenegro e por três vezes emudeceu diante dela, falou sobre a dificuldade de se montar um espetáculo no Rio, sobre o mau funcionamento das leis de incentivo, entre elas a Rouanet, o alto custo dos espetáculos, a cultura do riso que – segundo ele – não é um problema carioca e sim mundial, da aprovação fácil dos espetáculos, dos aplausos iguais, de como os diretores, atores e produtores se propõem a fazer o que o público quer ver – talvez daí a banalização dos apalusos - , citou o livro de &lt;strong&gt;Sábato Magaldi&lt;/strong&gt; “Depois do Espetáculo” e falou sobretudo da delícia de estar em cima de um palco contanto uma história, mesmo com os percalços para montar um espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve a entrevista com André Poubel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**Trabalho de Fotografia em jornal - só estou utilizando o texto, as fotos são da rede.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-106910374524681175?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/106910374524681175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2009/12/quiosque-volante-da-campanha-teatro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/106910374524681175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/106910374524681175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2009/12/quiosque-volante-da-campanha-teatro.html' title='Quiosque volante da Campanha Teatro para Todos, Largo do Machado, dia 25'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_D8-hCYZEG-k/SyDzV80OnbI/AAAAAAAAADI/hTdYNJBoNO8/s72-c/teatro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-792212260192273862</id><published>2009-11-23T09:29:00.001-08:00</published><updated>2009-11-23T09:29:56.922-08:00</updated><title type='text'>Heresia</title><content type='html'>A pretensão de um ato&lt;br /&gt;se revela num gesto&lt;br /&gt;obsceno, maldito&lt;br /&gt;manifesto indigesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pré-tensão de um ato&lt;br /&gt;ata-me à uma revelação,&lt;br /&gt;proíbe a gestação de um gesto&lt;br /&gt;ao me causar indigestão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pré-tensão de um a-to&lt;br /&gt;Ata-me ao revelar uma ação&lt;br /&gt;a interrupção do gesto:&lt;br /&gt;indi-gesta manifestação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A gesta-ção indi-gesta&lt;br /&gt;de uma indi-gestão&lt;br /&gt;será mera pré-tensão&lt;br /&gt;de uma anunciação&lt;br /&gt;de um não ato em ebulição?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou será mera heresia&lt;br /&gt;trans-formar em poesia&lt;br /&gt;a gritante histeria&lt;br /&gt;que causou indigestão?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-792212260192273862?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/792212260192273862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2009/11/heresia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/792212260192273862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/792212260192273862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2009/11/heresia.html' title='Heresia'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-2188339673013298339</id><published>2009-11-12T06:13:00.000-08:00</published><updated>2009-11-12T06:16:30.825-08:00</updated><title type='text'>Os feitos insatisfeitos</title><content type='html'>Satisfeitos com os feitos&lt;br /&gt;são os cegos perfeitos&lt;br /&gt;que não vêem os defeitos&lt;br /&gt;que iniciam nos peitos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh, santa satisfação&lt;br /&gt;a falsidade do mundo&lt;br /&gt;encontra-se alojada&lt;br /&gt;na sua proclamação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem poderá negar-se&lt;br /&gt;satisfeito reparando&lt;br /&gt;em seu leito, perfumado&lt;br /&gt;lençol em macio colchão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que quando caminha &lt;br /&gt;pela rua de noite&lt;br /&gt;culpa-se por ver outro&lt;br /&gt;dormindo num papelão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisa provar para a dor&lt;br /&gt;que sente, que basta estar vivo&lt;br /&gt;que basta ser gente&lt;br /&gt;e estar num abrigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto tempo sustentará&lt;br /&gt;essa triste aceitação&lt;br /&gt;de que basta ter na mesa&lt;br /&gt;manteiga, queijo e pão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantos dias durarão&lt;br /&gt;a dura constatação&lt;br /&gt;de que se constata a ação&lt;br /&gt;por faltar uma ação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantos dias satisfeitos&lt;br /&gt;aquecerão seus peitos&lt;br /&gt;apaziguando a dor de não&lt;br /&gt;poder ver os não-feitos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas necessidades&lt;br /&gt;serão ignoradas a fim de&lt;br /&gt;afirmar pra si que as&lt;br /&gt;cotas já estão saturadas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insatisfeitos com os feitos&lt;br /&gt;são os sãos imperfeitos&lt;br /&gt;que morrem pensando&lt;br /&gt;“Que belos meus defeitos”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-2188339673013298339?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/2188339673013298339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2009/11/os-feitos-insatisfeitos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/2188339673013298339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/2188339673013298339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2009/11/os-feitos-insatisfeitos.html' title='Os feitos insatisfeitos'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-8416324180562868309</id><published>2009-11-11T05:40:00.000-08:00</published><updated>2009-11-11T05:53:48.744-08:00</updated><title type='text'>As benesses do apagão</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D8-hCYZEG-k/Svq_TpaAHZI/AAAAAAAAADA/Wo0ppWbz6Wc/s1600-h/tarjapreta.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 230px; height: 175px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_D8-hCYZEG-k/Svq_TpaAHZI/AAAAAAAAADA/Wo0ppWbz6Wc/s320/tarjapreta.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402841047237664146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ontem, resolvi que ia ao teatro ver o &lt;strong&gt;Homem da Tarja Preta&lt;/strong&gt;. O texto, do psicanalista &lt;strong&gt;Contardo Calligaris&lt;/strong&gt;, é dirigido por &lt;strong&gt;Bete Coelho &lt;/strong&gt;e tem a interpretação do ator baiano &lt;strong&gt;Ricardo Bittencourt&lt;/strong&gt;. Enfrentei uma chuva “daquelas” para ir da Gávea ao Leblon. Cheguei ao teatro ensopada e encontrei meus amigos com quem havia marcado. Teatro vazio, como era de se esperar em uma terça-feira. A peça começou. Os três minutos iniciais (se é que deu pra calcular) me pareceram angustiantes. Uma sequência de ações sem palavras foi ocorrendo. Aquele silêncio já estava se tornando insuportavelmente incômodo, quando o personagem começou a falar. Pausa para isso. Andamos tão a mil, que suportar 3 minutos ou um pouco mais de contemplação de ações simples (como um entra e sai de cena, e uma hesitação particular) se torna sufocante. Não sei qual a intenção (se é que há intenção) de nos deixar ausentes de som nesse momento inicial, mas o fato é que pra mim funcionou como um sufoco e isso foi fundamental pra que eu mergulhasse na história.&lt;br /&gt;A partir da primeira palavra proferida, foi impressionante a maneira como consegui me concentrar. Não dispersei nem um segundo, o que nem sempre é comum comigo.&lt;br /&gt;Numa peça com um número maior de atores há o trabalho das marcações, posicionamento, saber a deixa, e se errarem a deixa, ter que improvisar em cima do que foi falado. Mas há um contato direto com outra pessoa, o ator tem para quem olhar. Já no monólogo, eu imagino que deva ser infinitamente mais difícil estar sozinho no palco e ter que encarar “olhos no olhos” a platéia. E esse cara faz isso muito bem. Tem uma segurança admirável.&lt;br /&gt;A peça ia muito bem, quando de repente houve um blackout. Começou a tocar um despertador. Achamos que era efeito cênico. Passaram quase dois minutos, o ator na mesma posição disse: “Faltou luz mesmo, não faz parte da peça”. Começamos a rir. Um funcionário do Teatro do Leblon abriu a porta e comunicou que o problema era em toda a rua. Faltavam apenas três minutos para finalizar a peça, mas como estávamos no breu, não enxergávamos quase nada. Além disso, a cena final precisava de uma música e não havia como tocá-la. Foi nesse momento que aconteceu uma coisa muito gostosa: tivemos a oportunidade de ter um bate-papo com Ricardo Bittencourt. Ele falou da diferença entre o público carioca e o paulista. Em São Paulo, O Homem da Tarja Preta ficou em cartaz por seis meses com sessões lotadas. Depois viajou pelo interior do estado para ser apresentada duas vezes e o número de sessões se quadruplicou. Aqui no Rio, as salas estão sempre vazias. Sugerimos que era por conta do dia, terças e quartas, bem no início da semana. Ricardo respondeu que não sabia se era devido a isso ou se era pela cultura do humor do carioca.&lt;br /&gt;De fato. Após ele falar isso, me lembrei de que ontem mesmo, após sair do trabalho, passei pelo Vivo Rio, e lá havia uma fila com um número considerável de pessoas para comprar ingressos pro Z.É. Somando-se a isso, Bittencourt falou sobre a diferente reação ao espetáculo entre esses dois públicos. Enquanto os paulistas encaram o texto como uma comédia, aqui no Rio tem o tom de tragédia. Ele analisa como se o carioca levasse pro íntimo, pro pessoal. Em uma cena, ele dá um endereço ali mesmo do Leblon e lá do palco tem a sensação de que todos tomam pra si, se identificam. Não sei qual o endereço ele utiliza em São Paulo, mas certamente a peça não é em algum lugar tão pequeno, onde a frequência seja tão bairrista. Em São Paulo os risos são constantes, certeiros, ele já sabe as pausas certas para ouvi-los e depois, seguir. E aqui, os risos são espaçados, imprevisíveis, deslocados. Perguntei a ele se tinha um tom de desespero por parte do carioca, ele não soube responder. Esse clima de enigma foi fascinante.&lt;br /&gt;A cultura do riso no Rio é, de fato, muito forte. Os “stand-up comedies” estão sempre lotados, ficam bastante tempo em cartaz... O que há de mal nisso? Creio que nada. Chamar de teatro eu acho pesado, já que me parece mais um show, um talk-show. Já fui algumas vezes no Z.É., e é sim divertido. Não sinto mais vontade de voltar porque satura. Tem o seu valor, é um jogo rápido, os atores têm que ser ágeis, hábeis, inteligentes, mas nós, espectadores, temos é que ser apenas fugazes. Rimos, vamos embora. Humor é ótimo, seja o fino ou o mais escrachado. Você tende a sair sempre leve, relaxado. Mas porque optar só por isso? É tão difícil assim querer ir ver algo diferente? Fico pensando na tão falada hospitalidade do carioca. Que hospitalidade é essa que não consegue receber bem um espetáculo paulistano (vejam bem, aqui falo desta peça, não do geral)? É o famoso chopp repetido no bar, aquele “a gente se vê”, “passa lá em casa” e fica tudo por isso mesmo.  Há uma dificuldade imensa de assumir a solidão, que existe. &lt;br /&gt;Bom, acabei levantando muitas coisas. Sobre a peça mesmo, só falarei quando vir o final, já que ganhei ingressos para voltar. Mas adorei o apagão que me permitiu esse contato com as impressões do ator e me levou a pensar nessas coisas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-8416324180562868309?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/8416324180562868309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2009/11/as-benesses-do-apagao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/8416324180562868309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/8416324180562868309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2009/11/as-benesses-do-apagao.html' title='As benesses do apagão'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_D8-hCYZEG-k/Svq_TpaAHZI/AAAAAAAAADA/Wo0ppWbz6Wc/s72-c/tarjapreta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-276709589790191736</id><published>2009-11-09T10:46:00.001-08:00</published><updated>2009-11-09T10:46:49.799-08:00</updated><title type='text'>Estranhas Entranhas</title><content type='html'>Estranhas são as entranhas&lt;br /&gt;que são tão familiares&lt;br /&gt;insuportavelmente nossas&lt;br /&gt;que se fossem pelos ares&lt;br /&gt;aliviariam essa joça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranhas são as entranhas&lt;br /&gt;que são tão irregulares&lt;br /&gt;ora assim, ora assado&lt;br /&gt;demasiadamente bipolares&lt;br /&gt;fundem presente e passado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranhas são as entranhas&lt;br /&gt;que gritam em meus ouvidos&lt;br /&gt;ora anjo, ora diabo&lt;br /&gt;a ruptura e o proibido&lt;br /&gt;entre sina e inusitado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranhas são as entranhas&lt;br /&gt;que confundem os sentidos&lt;br /&gt;com meias finas se apresentam&lt;br /&gt;te oferecem um vinho seco&lt;br /&gt;e de ressaca te arrebenta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranhas são as entranhas&lt;br /&gt;que bestialmente oscilam&lt;br /&gt;sãos se tornam insanos&lt;br /&gt;os firmes vacilam&lt;br /&gt;pra vestirem-se humanos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranhas são as entranhas&lt;br /&gt;que fatalmente te incitam&lt;br /&gt;à covardia cotidiana&lt;br /&gt;de não poder vestir a roupa&lt;br /&gt;de uma vida mais humana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranhas são as entranhas&lt;br /&gt;que uma hora te dão direito&lt;br /&gt;de poder estufar o peito&lt;br /&gt;e num girar de ponteiro&lt;br /&gt;te revelam um defeito &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranhas são as entranhas&lt;br /&gt;que se aqui te sabotam&lt;br /&gt;ali os fantasmas enxotam&lt;br /&gt;fazendo crer que a vida é uma festa&lt;br /&gt;e que vivê-la é o que nos resta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranhas são as entranhas&lt;br /&gt;que te levam a loucura&lt;br /&gt;numa angústia desmedida&lt;br /&gt;de pensar se se tem cura&lt;br /&gt;dessa coisa chamada vida&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-276709589790191736?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/276709589790191736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2009/11/estranhas-entranhas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/276709589790191736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/276709589790191736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2009/11/estranhas-entranhas.html' title='Estranhas Entranhas'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-1721536650330249815</id><published>2009-11-06T11:36:00.000-08:00</published><updated>2009-11-06T11:53:27.104-08:00</updated><title type='text'>Meu analfabetismo científico</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D8-hCYZEG-k/SvR-ZEm6PlI/AAAAAAAAACY/zr1vob0NvXI/s1600-h/Celulas.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_D8-hCYZEG-k/SvR-ZEm6PlI/AAAAAAAAACY/zr1vob0NvXI/s320/Celulas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401080822322839122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca fui uma boa aluna em Ciências. Tinha notas regulares e achava muito chato saber todos aqueles nomes de doenças. Na quinta série, me lembro bem do professor César desenhando no quadro negro uma &lt;strong&gt;célula&lt;/strong&gt; gigantesca ilustrada por várias cores de giz. A intenção dele era nos apresentar os lisossomos, ribossomos e todas as funções dos componentes celulares. O entusiasmo dele ao apresentar a célula, num primeiro momento, foi &lt;strong&gt;contagiante&lt;/strong&gt;. Mas depois, tenho que confessar, foi &lt;strong&gt;frustrante&lt;/strong&gt;. Passei o ensino fundamental inteiro sem entender &lt;strong&gt;xongas&lt;/strong&gt; sobre células. Tinha decorado cada função daqueles desenhinhos para escrever nas provas. E não tinha coisa mais entediante que passar o fim de semana “estudando” aquelas coisas. Era tudo muito abstrato, eu não entendia absolutamente como funcionava aquilo dentro do &lt;strong&gt;corpo humano&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Pois bem, segui nas decorebas. A biologia do ensino médio foi um pouco mais interessante. Tive um professor mais sensível às dificuldades de compreensão da turma. Ele era mais sintético e ao mesmo tempo mais explicativo. Traduzia aquela &lt;strong&gt;linguagem abstrata&lt;/strong&gt;. Mas, na minha cabeça, já era tarde pra gostar daquilo. Eu já sabia o que queria fazer da vida e aquela era só uma etapa que eu tinha que cumprir. Foi uma dessas &lt;strong&gt;besteiras&lt;/strong&gt; que fazemos quando tomados de uma &lt;strong&gt;certeza&lt;/strong&gt; dura e &lt;strong&gt;inflexível&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Agora me vejo muito próxima desse mundo da ciência e seus mistérios, suas descobertas. E como boa parte das pessoas em nosso país, me sinto portadora de um analfabetismo cientifico. Outro dia, conversando com uma conhecida do francês, descobri que ela trabalha com polímeros. Perguntei a ela como tinha sido despertada a querer trabalhar com algo tão específico como polímeros. Ela me contou que fez um trabalho para a escola sobre espuma e se encantou pelos polímeros. Iniciamos um bate-papo sobre a falta de incentivo às pesquisas nas escolas.&lt;br /&gt;Depois, encontrei uma outra amiga, que também fez francês comigo e acabou um mestrado em Ecologia agora. Ela me disse o quão sufocante é o mundo entre os biólogos quando se trata de conversar. Os nichos são muito fechados, um exemplo é a própria ecologia. Eles ficam limitados a um universo ecólogo. Há uma concentração maciça no micro, segundo ela.&lt;br /&gt;Voltando ao papo referente ao incentivo nas escolas no que diz respeito à ciência, temos que admitir: ela tem ganhado mais espaço na mídia. A criação de eventos como a &lt;strong&gt;Semana Nacional de Ciência e Tecnologia &lt;/strong&gt;(SNCT), a &lt;strong&gt;Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação&lt;/strong&gt;, além do crescente numero de prêmios oferecidos aos novos cientistas são políticas públicas importantes.&lt;br /&gt;Mas é tudo muito &lt;strong&gt;irrisório&lt;/strong&gt; ainda. Há muito que se desmistificar no ramo da ciência de modo que atraia futuros pesquisadores.&lt;br /&gt;Por isso eu resolvi me alfabetizar em ciência. Em breve trarei uma reportagem sobre as tais células que tanto prometeram me encantar e acabaram por me frustrar. Prometo trazê-las de modo bem claro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-1721536650330249815?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/1721536650330249815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2009/11/meu-analfabetismo-cientifico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/1721536650330249815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/1721536650330249815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2009/11/meu-analfabetismo-cientifico.html' title='Meu analfabetismo científico'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_D8-hCYZEG-k/SvR-ZEm6PlI/AAAAAAAAACY/zr1vob0NvXI/s72-c/Celulas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-5013607231152210261</id><published>2009-11-05T12:29:00.000-08:00</published><updated>2009-11-05T12:39:03.093-08:00</updated><title type='text'>As células e as recomendações</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D8-hCYZEG-k/SvM2kevZcAI/AAAAAAAAABw/K2Rs_D0WT3c/s1600-h/celula.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_D8-hCYZEG-k/SvM2kevZcAI/AAAAAAAAABw/K2Rs_D0WT3c/s320/celula.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400720378502410242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pra retornar ao blog, trouxe dois textos. O primeiro é uma matéria da repórter de ciência do &lt;strong&gt;NYT&lt;/strong&gt;, Gina Kolata. Ela escreveu o livro &lt;strong&gt;Gripe&lt;/strong&gt;, que fala da gripe espanhola.  O texto abaixo trata de uma constatação feita por médicos da &lt;strong&gt;Sociedade Americana do Câncer&lt;/strong&gt;: os diagnósticos precoces dos cânceres de mama e de próstata talvez fizessem com que os pacientes se tratassem de modo excessivo, sem se ter uma confirmação do grau da doença. &lt;br /&gt;Após ler a matéria, me lembrei de um texto do Luis Fernando Veríssimo que li na época da escola. Fiz uma busca e achei. Logo início ele descreve uma situação corriqueira e que acho muita graça:  “Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas peraí, não exagere...”  Se antes eu ouvia essas recomendações da minha avo e depois da minha mãe, hoje recebo dos “bons amigos” por e-mail. Ao menos uma vez por semana recebo um aviso no correio eletrônico: “beber refrigerante diet causa isso, dormir com celular embaixo do travesseiro é perigoso...” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D8-hCYZEG-k/SvM3F9dC-VI/AAAAAAAAAB4/YvsHppErAzM/s1600-h/pedalando.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_D8-hCYZEG-k/SvM3F9dC-VI/AAAAAAAAAB4/YvsHppErAzM/s320/pedalando.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400720953682622802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Essa profusão de avisos e recomendações só nos faz criar mais possibilidades de acidentes, doenças e afins. A nossa mente engole tudo. O que vier pra ela é lucro. Coisas boas ou ruins. É como esta noticia do câncer. Bom, talvez meu organismo tivesse mesmo algumas células em destruição. E talvez eu nem soubesse disso se não fosse fazer alguns exames. Haveria a possibilidade dessas células destrutivas se desenvolverem, mas também não seria descartada a hipótese delas ficarem ali, quietinhas, sem me dar problemas.  Ou sem me dar a chance de tornar isso um problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É evidente que eu não sou cientista, nem tenho aqui a pretensão de falar pra ninguém deixar de fazer exame, nem não ir ao médico, mas é importante pensar nos nossos próprios mecanismos. Enxergar quantas coisas fazemos com a gente mesmo pra se sabotar, ou pra criar problemas. Temos que ir atrás da vida, não da morte. Digo isso como meta, como esforço. Procurar a morte é algo inerente a nós, não esqueçamos a pulsão de morte. Mas, temos que ir a luta em favor da vida. Da nossa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Exames são questionados por Sociedade Americana do Câncer&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Publicada em 21/10/2009 às 22h04m&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gina Kolata&lt;/strong&gt; - Do New York Times &lt;br /&gt;NOVA YORK - A Sociedade Americana do Câncer, que durante muito tempo foi uma sólida defensora da maior parte dos testes para a detecção de tumores, agora afirma que os benefícios da detecção prematura de muitas formas da doença, em especial de mama e de próstata, seriam exagerados. Uma mensagem a ser veiculada no site da entidade a partir do ano que vem enfatizará que o rastreamento antecipado de tumores de mama, próstata e outros pode levar a um supertratamento de tumores muito pequenos e, ao mesmo tempo, deixar passar cânceres que seriam realmente letais. &lt;br /&gt;" Não quero que as pessoas entrem em pânico. Mas admito que a medicina superestimou os exames "&lt;br /&gt;________________________________________&lt;br /&gt;- Não quero que as pessoas entrem em pânico. Mas admito que a medicina superestimou os exames. Suas vantagens foram exageradas - afirma Otis Brawley, diretor médico da Sociedade Americana do Câncer. &lt;br /&gt;Segundo a entidade, que trabalha com mais de dois milhões de voluntários, os testes para a detecção do câncer de próstata têm sido problemáticos e a organização não defende os exames para todos os homens. Muitos pesquisadores apontam que o método de detecção deste tumor, chamado PSA, não tem se revelado suficiente para evitar mortes por esta doença. &lt;br /&gt;Há tempos existe um intenso debate sobre a mamografia. Estudos realizados entre as décadas de 1960 e 1980 apontaram que a mamografia reduziu a taxa de mortalidade por câncer de mama em até 20%. A decisão da entidade de reconsiderar sua mensagem sobre os riscos e os potenciais benefícios dos testes para a detecção foi estimulada em parte por uma análise divulgada nesta quarta-feira na revista da Associação Médica Americana. &lt;br /&gt;O relatório indica um aumento de 40% nos diagnósticos de câncer de mama e quase o dobro do aumento dos pacientes diagnosticados em estágio inicial. Mas o estudo aponta um declínio de apenas 10% na detecção de pequenos tumores que se espalham para além da mama, gânglios linfáticos ou outras partes do corpo. O relatório explicou que a situação é semelhante à do câncer de próstata. &lt;br /&gt;Se, nos casos de câncer de mama, os testes para a detecção da doença confirmassem a sua utilidade, outras formas que anteriormente só eram diagnosticadas tardiamente, geralmente quando as chances de cura já eram reduzidas, também deveriam ser detectadas precocemente, com maiores chances de cura. Um grande aumento no registro de cânceres em estágio inicial seria equilibrado por um declínio no registro de cânceres em estado adiantado. É o que ocorre nos cânceres do cólon e da coluna cervical, mas não no de mama e próstata. &lt;br /&gt;Mesmo assim, os pesquisadores não acreditam que todos os testes de detecção devam ser deixados de lado. O que eles dizem é que, quando uma pessoa toma a decisão de fazer um exame desses, ela deve estar ciente dos seus riscos e benefícios. &lt;br /&gt;Especialista teme que alerta confunda o público&lt;br /&gt;Por ora, esses riscos não estão sendo enfatizados nas mensagens da Sociedade Americana do Câncer sobre a mamografia, que afirmam que o exame é "uma das melhores coisas que uma mulher deve fazer para proteger a sua saúde". &lt;br /&gt;Outros pesquisadores, porém, como Colin Begg, do Centro de Câncer Memorial Sloan-Kettering, de Nova York, acreditam que a discussão em torno dos testes de detecção pode confundir o público e fazer com que as pessoas evitem alguns deles. &lt;br /&gt;- Tenho medo de que as mudanças na forma como encaramos esses exames levem as pessoas achar que não devem fazê-los. Esses testes não se tornaram inúteis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2009/10/21/exames-sao-questionados-por-sociedade-americana-do-cancer-770303175.asp "&gt;http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2009/10/21/exames-sao-questionados-por-sociedade-americana-do-cancer-770303175.asp &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luis Fernando Veríssimo&lt;/strong&gt; - &lt;strong&gt;Simplicidade &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Cada semana, uma novidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última foi que pizza previne câncer do esôfago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho a maior graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas peraí, não exagere...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prazer faz muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dormir me deixa 0 km.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ler um bom livro faz eu me sentir novo em folha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois eu rejuvenesço uns cinco anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viagens aéreas não me incham as pernas, me incham o cérebro, volto cheio de idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brigar me provoca arritmia cardíaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E telejornais os médicos deveriam proibir - como doem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa história de que sexo faz bem pra pele acho que é conversa, mas mal tenho certeza de que não faz, então, pode-se abusar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo faz muito bem: você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou muzzarela que previna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, UAU!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinema é melhor pra saúde do que pipoca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijar é melhor do que fumar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exercício é melhor do que cirurgia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Humor é melhor do que rancor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigos são melhores do que gente influente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunta é melhor do que dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomo pouca água, bebo mais que um cálice de vinho por dia, faz dois meses que não piso na academia, mas tenho dormido bem, trabalhado bastante, encontrado meus amigos, ido ao cinema e confiado que tudo isso pode me levar a uma idade avançada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonhar é melhor do que nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-5013607231152210261?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/5013607231152210261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2009/11/as-celulas-e-as-recomendacoes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/5013607231152210261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/5013607231152210261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2009/11/as-celulas-e-as-recomendacoes.html' title='As células e as recomendações'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_D8-hCYZEG-k/SvM2kevZcAI/AAAAAAAAABw/K2Rs_D0WT3c/s72-c/celula.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-9172378600030777994</id><published>2009-11-04T08:52:00.000-08:00</published><updated>2009-11-04T08:56:51.145-08:00</updated><title type='text'>As necessidades dos tempos</title><content type='html'>Acordou atrasada, havia ignorado os reclames insistentes do despertador. Quando se deu conta de que horas eram, levantou –se apressada a fim de se aprontar e sair para o trabalho. Nesse meio tempo, entre tomar banho e pegar o ônibus, esqueceu-se de comer. Chegou, trabalhou, saiu do trabalho, pegou outro ônibus, e foi para um outro trabalho. Chegou, trabalhou novamente e apressou-se para pegar um coletivo até chegar à faculdade. Assistiu aulas, foi para casa, deparou-se com o livro do Freud que lia, pensou em ler um pouco. Desistiu. Tomou um banho e foi dormir sem comer, o cansaço e a preguiça não a deixaram preparar qualquer alimento.&lt;br /&gt;O tempo para literatura, filosofia e até para palavras cruzadas se tornava cada vez mais escasso. Parou para pensar sobre o quanto pensar fazia falta. Todas as atribulações e funções corriqueiras que ocupavam o seu dia pareciam-lhe pouco. O tempo sempre foi uma questão. Desde os trovadores, passando pelos poetas e levado a sério pelos filósofos. A pressão que o tempo exerce sobre o humano, é irreversível. Para ela não era diferente. A compreensão histórica, aos olhos de Hegel, só pode vir quando o ciclo está chegando ao fim. A sabedoria subutilizada da coruja, que só vem ao anoitecer, é uma metáfora interessante. E realmente, ela e todo o ser que habita este planeta sofrem desse mal-estar de “viver” no presente, idealizando o futuro e reforçando o passado. Talvez assim também se dê a História. Vivendo um presente, que contempla o passado e molda o futuro.&lt;br /&gt;Marx já acreditava que o caminho percorrido nos mostra para onde ir e que é a filosofia quem diz isso para a História. Seria muito ousado, ou talvez agressivo, que ela discordasse de Marx, pensador que se debruçou sobre os livros e que foi um grande estudioso da sociedade a fim de criar seu discurso, mas não poderia se furtar em expressar o que sentia. Sim, o que sentia. A contemplação humana que mais valia para ela era a dos sentidos. E suas sensações indicavam que a filosofia não mostra à História o caminho que esta deve percorrer. Isso, para ela, se daria de maneira inconsciente, a partir dos sofrimentos e necessidades dos humanos naquele contexto histórico. Seria de grande valia se pudéssemos, com certo distanciamento, pensar o que devemos fazer para sanar nossos males, nossas dores e as mudanças que são necessárias. Mas isso não se dá de forma racional, e sim pulsional. Dá-se, a partir de quando o calo começa a doer tanto no pé, de modo que precisamos arrancar os sapatos e arranjar novos deles, que sejam mais confortáveis. E estes provavelmente um dia também nos incomodarão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Textos Selecionados dos Alunos de Técnica de Reportagem &lt;br /&gt;&lt;a href="http://blogdoprofadilson.blogspot.com/"&gt;http://blogdoprofadilson.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-9172378600030777994?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/9172378600030777994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2009/11/as-necessidades-dos-tempos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/9172378600030777994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/9172378600030777994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2009/11/as-necessidades-dos-tempos.html' title='As necessidades dos tempos'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-2823470448573744615</id><published>2009-08-25T12:34:00.000-07:00</published><updated>2009-08-25T12:47:31.013-07:00</updated><title type='text'>Volta ao passado</title><content type='html'>Por uma falha da minha memória, esqueci o aviso que a professora de teatro havia dado no último ensaio:nesta semana iniciaríamos meia hora depois do horário de costume.&lt;br /&gt;Pois bem, chego no horário habitual e encontro uma platéia aplaudindo um espetáculo infantil. No final, a professora recebeu flores e foi elogiada pelo diretor da escola.&lt;br /&gt;A porta se abre e vejo, dentro do salão, duas colegas de turma do teatro. Ambas assistiam a peça, a qual suas filhas caçulas faziam parte.Pergunto a elas sobre a atuação das filhotas e, sobretudo, sobre o espetáculo. A mais falante delas me contou que tinha sido hilário e que uma das atrizes mirins, amiguinha de sua filha, esquecera a fala – e que ainda assim, anunciara o esquecimento na pele da personagem: falara com sotaque.&lt;br /&gt;Aquilo me chamou a atenção, fiquei de olho na tal menina. Quando ela desceu do palco, todos a abraçaram como se fosse uma estrela. Houve ate quem perguntasse se o erro fora proposital ou se ocorrera espontaneamente. Ao ouvirem da menina a afirmação áspera de que o erro ocorrera de fato, todos riram e disseram ‘imagine, nem pareceu, nós pensamos que fazia parte do texto’.&lt;br /&gt;Entendo a função psicológica da pergunta.Sei também que é importante afirmar para a criança que o erro cometido é uma bobagem diante da grandiosidade da peça. Mas não podemos esconder o quê patético que há nisso.&lt;br /&gt;Ao ver essa situação, voltei dez anos no tempo e me vi no palco do Colégio Disneylândia encenando ‘Marina e Mariana’ em homenagem a poetisa Cecília Meireles. O texto estava na ponta da língua, fazia dias que eu o repetia diante do espelho, no chuveiro e em todos os momentos em que ficava sozinha. Relembrava todas as marcações ditadas pela então professora e assim, ensaiava.&lt;br /&gt;No dia da apresentação, eu sentia as famosas borboletas no estômago. Um misto de ansiedade, apreensão e alegria por enfim apresentar o que ensaiava há meses.&lt;br /&gt;É chegada a hora. A quadra onde ficava o teatro estava lotada. Uma multidão de acelerar o coração .Eu, Liz, aluna mais velha que eu admirava pelas peças que ela fazia na escola estava no palco vivendo Marina, e Julia, que era da minha turma, fazia Mariana. &lt;br /&gt;Eu comecei a narrar a história e de repente aquele zum-zum-zum da platéia me dispersou e tum: deu aquele branco. Esqueci o texto, os nervos afloraram e comecei a chorar. &lt;br /&gt;Saí do palco para o camarim como que fugisse de uma surra. Surra do meu próprio superego que começava a me castigar ali, naquele instante. Quando desci, todos me aclamaram e fizeram a pergunta: ‘o choro fazia parte da encenação?’ Outros eram ainda mais patéticos: ‘ Nossa, como você é boa atriz’.&lt;br /&gt;Eu tinha dez anos de idade e achava aquela paparicação em cima do meu erro a coisa mais piegas da face da Terra. E isso deu forca as chicotadas do meu superego que me castigou durante anos, até que eu pudesse voltar ao palco com as famosas borboletas, mas sem medo de errar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-2823470448573744615?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/2823470448573744615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2009/08/volta-ao-passado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/2823470448573744615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/2823470448573744615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2009/08/volta-ao-passado.html' title='Volta ao passado'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-6345548782431816835</id><published>2009-08-21T10:55:00.001-07:00</published><updated>2009-08-21T11:04:13.548-07:00</updated><title type='text'>O barbeador foi caindo...</title><content type='html'>Hoje, encontrei Cris, uma amiga que tem uma filha de oito anos. Por coincidência, a pequena também se chama Isabela. &lt;br /&gt;Cris me contou entusiasmada que ontem estava no engarrafamento a caminho de casa quando seu marido ligou perguntando se ela ia demorar a chegar. Ela, certa da impresivibilidade de sua resposta, ficou apreensiva com o que poderia estar acontecendo do outro lado da linha, já que aquele tipo de telefonema no fim do dia era incomum.&lt;br /&gt;Seu marido, então, contou que Isabela chorava sem parar e o impedia de se aproximar dela para contar o que havia acontecido. Pois bem, ele desligou o telefone diante da resposta incerta de Cris.&lt;br /&gt;Um pouco depois, a própria Isabela ligou para Cris, e, soluçando dizia que precisava muito da mãe, o que deixou a pobre genitora muito aflita.&lt;br /&gt;Ao chegar em casa, Isabela sofreu uma espécie de sabatina:&lt;br /&gt;- Você quebrou alguma coisa minha? Falou o que não devia para alguém? Fez alguma besteira?&lt;br /&gt;Enquanto isso, Isabela apenas balançava a cabeça negando cada pergunta e soluçava. A mãe já meio impaciente, num desespero contido perguntou com paciência: &lt;br /&gt;- Então o que que aconteceu, minha filha?&lt;br /&gt;- Sabe o que que foi mãe? – soluçava – Eu fui pegar a escova de dente no armário e o barbeador caiu na minha perna e foi raspando. &lt;br /&gt;Cris, respirando mais aliviada, achou o fato engraçado, mas conteve o riso e indagou:&lt;br /&gt;- Caiu e raspou? As duas pernas?&lt;br /&gt;- É mãe, ele foi caindo, caindo e raspando... &lt;br /&gt;Depois de dizer que não gostaria que Isabela deixasse o barbeador cair em suas pernas e que as rapasse novamente, Cris foi pro quarto e riu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisava contar essa história, porque lembrei de tantas delas que eu contava na infância para minha mãe para disfarçar alguma besteira que eu tinha feito. O mais interessante de tudo isso, é a gente achar, quando tem essa idade (ou talvez não só nessa idade), que os outros vão acreditar nas nossas palavras mirabolantes. Fico pensando quantas vezes minha mãe me enganou dizendo que acreditava no que eu falava, e eu, me achando vitoriosa, comemorava.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-6345548782431816835?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/6345548782431816835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2009/08/o-barbeador-foi-caindo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/6345548782431816835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/6345548782431816835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2009/08/o-barbeador-foi-caindo.html' title='O barbeador foi caindo...'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-1990394038929362295</id><published>2009-08-11T13:34:00.000-07:00</published><updated>2009-08-11T14:13:10.271-07:00</updated><title type='text'>O DESEJO é VERMELHO</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D8-hCYZEG-k/SoHejTs6gCI/AAAAAAAAABo/jFIDRP6XrWM/s1600-h/tentar.GIF"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_D8-hCYZEG-k/SoHejTs6gCI/AAAAAAAAABo/jFIDRP6XrWM/s320/tentar.GIF" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368816928967786530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O desejo escapa. É como o vermelho.&lt;br /&gt;Se há um corte, o vermelho, em forma de sangue, transborda. É como o desejo.&lt;br /&gt;O sangue é uma espécie de borrado. &lt;br /&gt;Nada nos impressiona ao sabermos que o vermelho é a cor do marketing.&lt;br /&gt;Ele mexe com o desejo do consumidor.&lt;br /&gt;Desde empresas de lingeries a lojas de fast-foods utilizam a poderosa cor vermelha para nos atrair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vermelho é a pulsão que não tem caminho. É ela por si só. É o pecado em forma de cor.&lt;br /&gt;É a cor em forma de expressão, expressão do que não se tem controle.&lt;br /&gt;Ou do que se imagina que se tem, mas uma hora nos foge, nos escapa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vermelho é sedução, é ódio, é paixão. É desejo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-1990394038929362295?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/1990394038929362295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2009/08/o-desejo-e-vermelho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/1990394038929362295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/1990394038929362295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2009/08/o-desejo-e-vermelho.html' title='O DESEJO é VERMELHO'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_D8-hCYZEG-k/SoHejTs6gCI/AAAAAAAAABo/jFIDRP6XrWM/s72-c/tentar.GIF' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-26270330712219691</id><published>2009-07-25T08:22:00.000-07:00</published><updated>2009-07-25T08:26:12.898-07:00</updated><title type='text'>Encontro com o espelho</title><content type='html'>Tinha nojo de si. Seu desmazelo causava repugnância. Mas o fato não era recorrente. Parecia que não se prendia a detalhes. O próprio desmazelo era encarado como natural. Os cabelos despenteados, as coisas jogadas pelo cômodo e os alimentos fora da validade na dispensa não eram uma preocupação. Vivia assim, apenas. Até que se deparava com bichos nas comidas passadas. E percebia que não almoçava há dias. Três ou quatro? Não lembrava. Se já tinha comido algo naquele dia? Também não tinha recordação. O mundo a chamava, o tempo corria, passava, às vezes não sentia. Certa vez ouviu de um poeta: “As coisas estão no mundo, só que eu preciso aprender”. Tomou a frase pra si com voracidade. Descobriu que tinha dentro dela uma tenacidade nunca antes revelada. A preguiça sempre foi uma nuvem. Cobria o que havia de mais interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando depois de meses notava que as roupas caíam de seu corpo, caía também a ficha. O desmazelo era desmascarado e as imperfeições vinham à tona. Sentia um desprezo desmedido por si. Que desamor era esse? Odiava-se intensamente pela falta de amor a si. Superegoicamente martirizava-se pelo simples fato de não se amar. Mas tinha dessas explosões pontualmente. Depois de umas chicotadas voltava pra sua teia. Pra sua trama sem fim. E repetia. Tudo de novo. E de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia encontra um sábio. Não daqueles ermitões, ou monges ou qualquer ser recluso que abdique de aventuras para se dedicar ao distanciamento. Não. O sábio era desses que come carne, bebe cerveja, lê, estuda, trabalha, ama, odeia, briga. Desses bem humanos mesmo. As palavras proferidas vinham de uma sabedoria de quem experimentou a vida. E naquele caso, de quem experimentou o desmazelo. Eis que todo o discurso exposto pelo sábio botou em xeque a nossa cara. Perguntou se todo aquele ar blasé consigo mesma e com as coisas mundanas ao seu redor não era um narcisismo exacerbado. Daqueles de que o ego se garante mesmo com os cabelos despenteados, as roupas surradas e as unhas roídas. Sentiu-se estranha. Toda a construção que fizera e tudo o que pensava sobre si fora derrubado em um simples chopp. Será? Não negou. Aceitou a possibilidade. Entrou em dúvida. Podia sofrer sim de um narcisismo desmedido. Mas podia também viver um conflito intenso de amor e ódio a sua imagem. &lt;br /&gt;Pôs-se a pensar. E o desmazelo aprofundou-se. Não havia naquele tempo espaço pra comida, maquiagem ou cortes de cabelo. &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-26270330712219691?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/26270330712219691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2009/07/encontro-com-o-espelho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/26270330712219691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/26270330712219691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2009/07/encontro-com-o-espelho.html' title='Encontro com o espelho'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-7890388706173864882</id><published>2009-07-15T12:13:00.000-07:00</published><updated>2009-07-15T12:58:28.174-07:00</updated><title type='text'>"Só dez por cento é mentira"</title><content type='html'>O &lt;strong&gt;Festival de Cinema de Paulínia&lt;/strong&gt;, que iniciou quinta-feira passada, teve ontem uma apresentação especial: o documentário "Só dez por cento é mentira" sobre o poeta sul-matogrossense, &lt;strong&gt;Manoel de Barros&lt;/strong&gt;. Houve alguns problemas na transmissão, mas o mais importante de tudo&lt;strong&gt; - o conteúdo -&lt;/strong&gt; era de primeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estava lá para conferir, uma pena. Mas só de saber que o doc. traz imagens do poeta e suas poesias na tela, já é o suficiente para crer que deve ser belíssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo André Miranda, do site do Bonequinho, do jornal O Globo, o filme foi aplaudidíssimo pela plateia. O doc. de Paulo Cezar parece ter emocionado quem foi conferir. Além de uma longa entrevista com Manoel de Barros, há depoimentos de artistas que interagiram de certa forma com sua obra. Elisa Lucinda, Joel Pizzini, Bianca Ramoneda, Viviane Mosé e Adriana Falcão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou louca para que &lt;a href="http://www.sodezporcentoementira.com.br/"&gt;"Só dez por cento é mentira"&lt;/a&gt; entre logo no circuito comercial. Ano passado, no Festival do Rio, em setembro, houve algumas apresentações. Mas, a correria da vida não me permitiu assistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para saber mais sobre o Festival: &lt;a href="http://oglobo.globo.com/blogs/cinema/posts/2009/07/15/manoel-de-barros-no-cinema-205091.asp"&gt;http://oglobo.globo.com/blogs/cinema/posts/2009/07/15/manoel-de-barros-no-cinema-205091.asp&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou: &lt;a href="http://oglobo.globo.com/blogs/cinema/posts/2009/07/09/festival-de-paulinia-abre-hoje-com-exibicao-de-deriva-203277.asp"&gt;http://oglobo.globo.com/blogs/cinema/posts/2009/07/09/festival-de-paulinia-abre-hoje-com-exibicao-de-deriva-203277.asp&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"A maior riqueza do homem&lt;br /&gt;é a sua incompletude.&lt;br /&gt;Nesse ponto sou abastado.&lt;br /&gt;Palavras que me aceitam como&lt;br /&gt;sou - eu não aceito.&lt;br /&gt;Não agüento ser apenas um&lt;br /&gt;sujeito que abre&lt;br /&gt;portas, que puxa válvulas,&lt;br /&gt;que olha o relógio, que&lt;br /&gt;compra pão às 6 horas da tarde,&lt;br /&gt;que vai lá fora,&lt;br /&gt;que aponta lápis,&lt;br /&gt;que vê a uva etc. etc.&lt;br /&gt;Perdoai&lt;br /&gt;Mas eu preciso ser Outros.&lt;br /&gt;Eu penso renovar o homem&lt;br /&gt;usando borboletas."&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manoel de Barros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="500" height="405"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_SuDkhH2Wdc&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/_SuDkhH2Wdc&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="500" height="405"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-7890388706173864882?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/7890388706173864882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2009/07/so-dez-por-cento-e-mentira.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/7890388706173864882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/7890388706173864882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2009/07/so-dez-por-cento-e-mentira.html' title='&quot;Só dez por cento é mentira&quot;'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-4141952157799295144</id><published>2009-07-08T12:37:00.000-07:00</published><updated>2009-07-10T10:30:25.645-07:00</updated><title type='text'>Incêndio no circo</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D8-hCYZEG-k/Sld1iX_9IDI/AAAAAAAAABI/ZwMnCslmer4/s1600-h/revistadehistoria.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356879515198758962" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 125px; CURSOR: hand; HEIGHT: 169px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_D8-hCYZEG-k/Sld1iX_9IDI/AAAAAAAAABI/ZwMnCslmer4/s320/revistadehistoria.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na última sexta, após pegar um ônibus que mais parecia uma carroça e um trânsito nada agradável, eu cheguei em cima da hora à rodoviária Novo Rio. Minha passagem era para as 23h. Cheguei exatamente nesse horário e não pude embarcar porque não dava tempo de trocar o voucher. O próximo ônibus sairia 00h. Dei umas bisbilhotadas na banca e resolvi comprar a &lt;a href="http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/"&gt;RHBN &lt;/a&gt;. Adoro essa revista, fazia algum tempo que não lia. Mas confesso que comprei por conta da capa.&lt;strong&gt; “Árabes somos nós – As origens que o Brasil desconhece”&lt;/strong&gt;. Matéria incrível, vale a pena conferir. Depois escrevo minhas impressões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, resolvi escrever aqui depois de ler outra matéria da revista: &lt;strong&gt;Incêndio no circo – a pior tragédia brasileira &lt;/strong&gt;. Essa história tem muito a ver comigo, meus tios estariam no circo neste dia fatídico. Mas,&lt;strong&gt; pasmem!&lt;/strong&gt;, devido a um sonho meio bruxo da minha avó, eles não foram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Primeiro, a história do circo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;strong&gt;Grand Circus Norte-Americano&lt;/strong&gt; chegou a Niterói em um evento fascinante. Havia uma banda – que mais parecia uma orquestra - em cima de uma carreta. A família &lt;strong&gt;Stevanovich&lt;/strong&gt;, acompanhada de diversas espécies de animais, entrou na cidade com um alto-falante anunciando:&lt;strong&gt; “Está chegando o Norte-Americano”&lt;/strong&gt;. A estrutura do circo era gigantesca - atestando a megalomania do espetáculo - e a lona podia abrigar 2.500 pessoas. Era esse o número dos que estavam presentes na tarde de 17 de dezembro de 1961. Às 15h45, quando se aproximava o fim do último número – o salto tríplice dos trapezistas – teve início o maior incêndio de circo de todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornal &lt;strong&gt;Tribuna da Imprensa &lt;/strong&gt;narrou o acontecido: “Em menos de 20 minutos o circo ficou completamente destruído, com um montão de corpos carbonizados na porta principal e outros espalhados pelas cadeiras e debaixo das arquibancadas. Um pouco longe do circo, era este o espetáculo: uns se arrastando quase em frente à estação [de trem] da Leopoldina, outros rasgando suas roupas (em chamas) aos gritos. Os que conseguiram sair sem ferimento gritavam por socorro. Dois minutos depois, chegava o Corpo de Bombeiros, que só teve um trabalho: juntar os mortos nos caminhões dos particulares e manda-los para o necrotério. Praticamente não havia mais fogo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No estádio Caio Martins foram enfileirados os corpos carbonizados, cobertos com panos brancos doados pelo povo. Uma vez reconhecidos, eram colocados, ali mesmo, nos caixões para o sepultamento. A necessidade de disponibilizar grande número de esquifes de diferentes tamanhos transformou o campo de futebol “na maior e mais triste carpintaria do mundo”, segundo a revista Fatos e Fotos. O governador Celso Peçanha convocou todos os marceneiros e carpinteiros de Niterói para a fabricação dos caixões em regime de urgência. Chamava atenção o número de urnas para crianças. Durante vários dias, a cidade foi envolvida pelo clima de velórios e enterros. Enquanto ocorriam os sepultamentos, novas covas eram abertas para os próximos. Carros circulavam com fitas pretas de luto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não escaparam à imprensa reações individuais de desespero. O caso mais difundido foi o do &lt;strong&gt;Profeta Gentileza&lt;/strong&gt;. Como suas primeiras pregações aconteceram no local do incêndio assim que soube do acidente, até hoje persiste o boato de que ele teria perdido a família na tragédia, versão que não se confirma. O personagem ganharia fama no Rio de Janeiro, pintando suas mensagens em grandes painéis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste link vocês podem ler um pedaço da &lt;a href="http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&amp;amp;id=2502"&gt;matéria&lt;/a&gt;: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ou comprem na banca e leiam-na inteira, vale a pena. Há um texto interessante a respeito do acusado do crime.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Agora, a minha história.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um belo dia, estávamos no carro indo para Petrópolis. Na frente, meu irmão dirigia, eu estava ao seu lado. Fui na frente com a desculpa de “tomar conta do som”. Atrás, minha mãe, minha tia e minha cunhada. De repente coloquei um CD da Marisa Monte, “Memórias, Crônicas e Declarações de Amor”. Lá na décima música, começa: “Apagaram tudo/ Pintaram tudo de cinza”. Era &lt;a href="http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&amp;amp;id=2502"&gt;&lt;strong&gt;Gentileza &lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;.. Mal começou e minha tia começou: “Você conhece o profeta Gentileza?” E eu, que era nova, fiquei com cara de tacho. Falei: “Ah, gosto dessa música, mas não sei quem é Gentileza.” E minha tia me contou o tal boato de que a família dele pertencia ao &lt;strong&gt;Grand Circus Norte-Americano &lt;/strong&gt;e que ele a tinha perdido no incêndio. Falou dos escritos no viaduto do Caju, que eu já tinha visto, mas não sabia que eram dele. Surpreendentemente, ela me contou que tínhamos algo em comum com aquela história. Meus tios eram crianças e por serem muito levados, ficavam em um internato. Nas férias iam visitar minha avó. Estavam na casa dela, em São Vicente – distrito de Araruama – quando uma tia que morava em São Gonçalo convidou os meninos para irem ao circo, já que sua vizinha levaria os filhos. Este era o grande espetáculo da época. Minha avó não viu nenhum problema e os mandou para a casa de Tia Mariete. Mas, na noite anterior ao espetáculo, quando os meninos já estavam em SG, minha avó teve um sonho que ela considera uma “premonição”. Sonhou que criavam um novo cemitério. Ela estava lá e quando viu um homem ordenando que abrissem várias covas pequenas, perguntou o porquê do acontecimento. Ele respondeu: “Várias criancinhas morreram, dona. Não tem nem caixões suficientes para enterrá-las”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha avó, que já foi espírita e hoje é católica, ficou angustiada com o sonho e fez meu avô ir a São Gonçalo buscar meus tios. Eles voltaram bem chateados, sem entender nada. No dia seguinte, a tragédia. Os filhos da vizinha morreram no incêndio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contei essa história porque gosto dela. Através da RHBN fiquei sabendo que o tal boato sobre o Gentileza, que eu acreditava piamente, é um fato sem confirmação. Isso me fez refletir sobre o trabalho do jornalista que é o de apurar os fatos. Tenho lido em muitos sites notícias baseadas em coisas escritas no Twitter, por exemplo. Hoje mesmo li uma &lt;a href="http://odia.terra.com.br/portal/diversaoetv/html/2009/7/no_twitter_ex_bbb_pede_ajuda_de_patrocinio_para_luciano_huck_22082.html"&gt;matéria&lt;/a&gt; sobre besteiras, no site do jornal O Dia, que se baseava no Twitter. E o pior de tudo, um dos perfis citados na matéria é fake.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, fica o mistério. Não consigo entender essas coisas sobrenaturais. Ou melhor, não consigo entender essas coisas. Se elas são sobrenaturais ou não, não posso afirmar. Já fui kardecista um bom tempo da minha vida. Meu pai estuda a doutrina e me fazia seguir também. Líamos os livros em casa, freqüentávamos palestras e fui até obrigada a fazer “evangelização”. Bonita a tentativa do meu pai de querer me doutrinar. Mas, acabei encontrando outros caminhos. E nestes novos caminhos tenho aprendido muitas coisas. E pretendo descobrir brevemente essa “coincidência/premonição”da minha avó. Mas é assim, talvez haja coisas que não se expliquem mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha algo pra falar sobre a Elis. Mas isso fica pra depois. O texto ficou gigante.E tá mal editado porque não tá aparecendo a barra de ferramentas no blogspot. &lt;strong&gt;#droga&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-4141952157799295144?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/4141952157799295144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2009/07/na-ultima-sexta-apos-pegar-um-onibus.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/4141952157799295144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/4141952157799295144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2009/07/na-ultima-sexta-apos-pegar-um-onibus.html' title='Incêndio no circo'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_D8-hCYZEG-k/Sld1iX_9IDI/AAAAAAAAABI/ZwMnCslmer4/s72-c/revistadehistoria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-233576358295402220</id><published>2009-06-29T11:54:00.000-07:00</published><updated>2011-09-02T15:46:00.671-07:00</updated><title type='text'>Uma colher de azeite</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O CD está rolando e eu, me arrumando com pressa, vou cantarolando as músicas no passar das faixas. É o CD do &lt;strong&gt;“4 Cabeça”&lt;/strong&gt; que um ex-namorado da minha amiga deixou lá em casa de herança “pós-namoro”. A banda composta por &lt;strong&gt;Baia, Gabriel Moura, Luis Carlinhos e Rogê&lt;/strong&gt; tem algumas músicas reflexivas, outras divertidas. O vai e vem de pega blusa, penteia cabelo, coloca o texto da aula na bolsa e etc. poderia deixar passarem despercebidos àqueles versos. Mas, &lt;strong&gt;“O Grande Mestre”&lt;/strong&gt; sempre fala: o inconsciente pega. Se os versos em questão falavam de algo que se passava em mim era natural que, mesmo distraída, eu prestasse a atenção. A letra como um todo fala de coisas que, atualmente, não são de grande relevância para mim. Por isso, apenas colocarei o trecho que me afetou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Não é lenda não é crendice&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;Pura verdade quem é fraco não resiste&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tem que ser forte muito guerreiro&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Que desarmado não se entrega ao desespero&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Que vai à luta de peito aberto&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Matando a sede nas areias do deserto da vida&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Que testa a cada dia o poder de se manter viva”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carcaça&lt;/strong&gt; – Composição de &lt;a href="http://www.letras.com.br/autor/Luis_Carlinhos"&gt;Luis Carlinhos&lt;/a&gt; / &lt;a href="http://www.letras.com.br/autor/Baia"&gt;Baia&lt;/a&gt; / &lt;a href="http://www.letras.com.br/autor/Fuzuê"&gt;Fuzuê&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se quiserem saber mais da música: &lt;a href="http://www.letras.com.br/luis-carlinhos/carcaca"&gt;http://www.letras.com.br/luis-carlinhos/carcaca&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para complementar, uso as palavras de &lt;strong&gt;MD Magno&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;strong&gt;Revirão:&lt;/strong&gt; uma coisa que revira, que vira ao contrário, que dá uma cambalhota. O Revirão, que aqui se torna um conceito preciso, é necessária conseqüência da LEI. Se não há Morte, se o não-Haver não há, se não há passagem para outro lado, o movimento se extenua contra uma parede indepassável, seu próprio limite, e retorna para ‘dentro’ do seu próprio campo. O simples fato de haver retorno do movimento pulsional, de não haver saída para ele, de ele não encontrar esgotamento num ‘fora’ que não há para o campo do Haver, já significa a quebra de simetria que instala o que Freud pensava como castração, ao mesmo tempo que nos impõe a idéia de um reviramento ao contrário, um avessamento enantiomórfico, como se fosse uma reversão pelo avesso diante de um espelho. Por quê? Pelo simples fato de que se buscava o simétrico radical do Haver, enantiomorficamente radical, que só pode ser o não-Haver. Em não havendo não-Haver, isso revira para ‘dentro’, ao contrário da sua intenção de passagem. E só isto já constitui um reviramento pelo avesso.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse texto do Magno é ótimo, explica muita coisa. Quem se interessar: &lt;a href="http://www.sinergia-spe.net/editoraeletronica/autor/044/04400800_3.htm"&gt;http://www.sinergia-spe.net/editoraeletronica/autor/044/04400800_3.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu peguei esses dois trechos para falar disso: revirar. Matar a sede nas areias do deserto. Ou como diz um amigo querido: &lt;strong&gt;dar nó em pingo de éter.&lt;/strong&gt; A água em temperatura ambiente demora a evaporar, certo? O éter não. Evapora muito rápido. Então dar nó em pingo de éter é o mesmo que se deparar com o nada. Em determinados momentos da vida, passamos por isso. Às vezes ficamos estagnados, meio sem direção, sem saber pra onde ir, ou mesmo sem saber se queremos ir pra algum lugar. Há quem ache que isso é depressão. Eu já acho que é a angústia natural da vida. Seria mais cômodo me entupir de Rivotril e afins. Mas... às vezes encarar o mundo é a melhor solução. Passar pela angústia tem seu preço, mas o aprendizado compensa.&lt;br /&gt;Fico pensando no tal do Revirão de Magno como um óleo. De cozinha, ou de máquina. Tanto faz. A propriedade é a mesma. Sabe quando a porta emperra? A corrente da bicicleta engasga? Sempre alguém aconselha: joga um óleo que é uma beleza! Até quando o sujeito fica com uma espinha de peixe entalada na goela: “bebe uma colher de azeite” que desce. Pois é. O revirão me parece isso.&lt;br /&gt;To nesse blá-blá-blá aqui, mais como uma bronca e um desabafo, do que pra construir um bom texto. Venho de semanas nada boas. Com esse misto absurdo de sentimentos: angústia, raiva, frustração, desânimo, decepção. Para completar, o tal do inferno astral, que sempre levo um puxão de orelhas do “Grande Mestre” ao citar esse período. Nos últimos dias me pareceu uma grande conspiração do mundo: dos astros, dos deuses, da roda da fortuna, dos amigos, dos inimigos e seja lá mais do que a gente cisma em pôr a culpa. No fundo, as coisas acontecem, os amigos sacaneiam, as frustrações existem, o inferno astral acontece, a sorte pode não chegar, mas... De verdade? Quem dá o peso e o tom pras coisas, somos nós. Quem decide em ficar entalado ou beber a colher de azeite, somos nós. Quem escolhe ficar à mercê do inferno astral ou não, somos nós. Então me parece que tenho é que tratar de buscar o meu reviramento a ficar reclamando feito uma velha rabugenta. Se eu vou conseguir? Não sei. Mas tentar já é um começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa rede de muitas possibilidades, adoro encontrar coisas que toquem, que afetem, de fato. E tive uma nova aquisição, virei fã: &lt;a href="http://sensivelldesafio.zip.net/"&gt;http://sensivelldesafio.zip.net/&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-233576358295402220?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/233576358295402220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2009/06/uma-colher-de-azeite.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/233576358295402220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/233576358295402220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2009/06/uma-colher-de-azeite.html' title='Uma colher de azeite'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-6715196563281936262</id><published>2009-06-26T11:59:00.000-07:00</published><updated>2009-06-29T10:30:18.910-07:00</updated><title type='text'>Na minha frigideira</title><content type='html'>“Morrer é ridículo. Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa procurar aquele documento, que você esqueceu onde colocou, fazer revisão no carro, e no meio da tarde morre. Como assim? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar? Não sei de onde tiraram esta idéia: morrer, a troco de quê?&lt;br /&gt;Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, juntas com algumas contas atrasadas. Deixando para os parentes o dever de arrumar suas tralhas, a mexer em suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira, mas que ninguém era capaz de perceber. Segredos que ninguém conseguiu jamais desvendar, mas que agora todos ficarão sabendo, só porque você morreu. Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu.&lt;br /&gt;Quando a gente tem mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser até bem-vindo, pois já não temos mais as ilusões que nos fazia sempre seguir em direção de alguma coisa, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que não há mais quase nada guardado nas gavetas. Tudo bem, é hora de ir embora... Mas se morremos quando ainda caminhávamos? É um absurdo, uma grande sacanagem, uma transgressão, que desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero. E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça. Por isso viva tudo que há para viver, enquanto possível for..”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;               Pedro Bial &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Aí um dia você toma um avião para Paris, a lazer ou a trabalho, em um voo da Air France, em que a comida e a bebida têm a obrigação de oferecer a melhor experiência gastronômica de bordo do mundo, e o avião mergulha para a morte no meio do Oceano Atlântico.&lt;br /&gt;Sem que você perceba, ou possa fazer qualquer coisa a respeito, sua vida acabou em uma bola de fogo ou nos 4.000 metros de água congelantes abaixo de você, naquele mar sem fim.&lt;br /&gt; Você que tinha acabado de conseguir dormir na poltrona ou de colocar os fones de ouvido para assistir ao primeiro filme da noite ou de saborear uma segunda taça de vinho tinto com o cobertozinho do avião sobre os joelhos.&lt;br /&gt;Talvez você tenha tido tempo de ter a consciência do fim, de que tudo terminava ali. Talvez você nem tenha tido a chance de se dar conta disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo que ia pela sua cabeça desaparece do mundo sem deixar vestígios. Como se jamais tivesse existido. Seus planos de trocar de emprego ou de expandir os negócios.Seu amor imenso pelos filhos e sua tremenda incapacidade de expressar esse&lt;br /&gt;amor. Seu medo da velhice, suas preocupações em relação à aposentadoria. Sua insegurança em relação ao seu real talento, às chances de sobrevivência de suas competências nesse mundo que troca de regras a cada seis meses. Seu receio de  que sua mulher, de cuja afeição você depende mais do que imagina, um dia lhe deixe. Ou pior: que permaneça com você infeliz,tendo deixado de amá-lo.&lt;br /&gt;Seus sonhos de trocar de casa, sua torcida para que seu time faça uma boa temporada.Suas noites de insônia, essa sinusite que você está desenvolvendo, suas saudades do cigarro.Os planos de voltar à academia, a grande contabilidade (nem sempre com saldo positivo) dos amores e dos ódios que você angariou e destilou pela vida, as dezenas de pequenos problemas cotidianos que você tinha anotado na agenda para resolver assim que tivesse tempo.&lt;br /&gt;Bastou um segundo para que tudo isso fosse desligado. Para que todo esse universo pessoal que tantas vezes lhe pesou toneladas tenha se apagado como uma lâmpada que acaba e não volta a acender mais. Fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, aproveite bem o seu dia.&lt;br /&gt;Extraia dele todos os bons sentimentos possíveis.&lt;br /&gt;Não deixe nada para depois.&lt;br /&gt;Diga o que tem para dizer.&lt;br /&gt;Demonstre. Seja você mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não guarde lixo dentro de casa.&lt;br /&gt;Não cultive amarguras e  sofrimentos.&lt;br /&gt;Prefira o sorriso, dê risada de tudo, de si mesmo. Não adie alegrias nem contentamentos e nem sabores bons. Seja feliz. Hoje. Amanhã é uma ilusão. Ontem é uma lembrança.”&lt;br /&gt;“No fundo, só existe o hoje.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coincidentemente li esses dois textos hoje. O primeiro por conta da lamentável morte de Michael Jackson, o segundo recebi de um amigo após alguns lamentos confessados. Quanto ao Jackson, muita gente já falou. Já li em blogs, em sites, gente falando na Tv. O cara era a representação do estranho que nos é familiar. E sobre isso, há um texto ótimo em: http://cezarocarazza.blogspot.com/  &lt;br /&gt;Ontem, eu confesso que fiquei chocada. Minha amiga chegou lá em casa e disse rindo: "Michael Jackson morreu." De noite é a hora de contarmos novidades do dia e sempre fazemos piadinhas. Ela contou rindo e eu falei: “Tá me zoando?” Mas só depois eu compreendi aquele riso. Era um riso de incredulidade, de desespero. Michael era um daqueles caras que eu nunca achava que ia morrer. Normal seria ligar a Tv e saber que  Amy Winehouse se foi. Talvez ainda assim seria um baque. A morte é mesmo uma piada. Sem graça, mas é. E esse corre-corre, a nossa lista de desejos e afazeres pra amanhã, tudo isso se torna ridículo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha frase do dia é “foda-se”. Sempre andei “dubitando” sobre o significado do foda-se! &lt;br /&gt;“Dubitando ad veritem pervenimus”. Duvidando, chegamos à verdade. Se a frase de Cícero, que inspirou a Descartes a doutrina sobre a dúvida, é “verdadeira” ou não, não sei, mas põe em questão o que passo: passeio entre os dois lados do “foda-se”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre acho que o que nos diferencia de um cachorro é a cabeça. Há cachorros bem inteligentes, é claro. Mas os mais primitivos fazem xixi onde querem, por exemplo. Se estou sentada na cadeira do trabalho e sinto vontade de urinar (que termo velho), é óbvio, meus caros, que levantarei e caminharei ao banheiro. Esse pode ser um exemplo bem patético, mas pra mim funciona. Esse lance de fazer o que estou com vontade sem pensar nas conseqüências pode ser muito bom, mas às vezes pode render problemas.&lt;br /&gt;Já dizia Leminski:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“que tudo se foda&lt;br /&gt;- disse ela&lt;br /&gt;e se fodeu toda.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro esse poema. Leminski sabia traduzir em poucas palavras boas ideias, e principalmente os sentimentos. Mas, em contrapartida, se pensamos muito, amanhã pode ser tarde, como bem nos lembram os dois textos acima. Aí fico pensando: fifty-fifty! Temos 50% de chances de nos darmos mal e 50% de nos darmos bem ao ligar o foda-se. Às vezes podemos machucar as pessoas, e o pior de tudo: machucar a nós mesmos. E que dilema. &lt;br /&gt;“No fundo só existe, hoje.” Me diz o moço do segundo texto. Mas peraí, hoje não é o amanhã de ontem?! As cagadas de ontem refletem hoje. “O Grande Mestre” diz que não há o depois. Depois é só pra fazer análise. Aquiagora basta. O depois vem só depois. “Suspender a culpa vem só depois”. É, talvez. O misto de sensações é angustiante. Escolher o caminho é difícil. Talvez Cícero estivesse enganado. “Dubitar”não me trouxe a verdade, só mais coisas pra pensar. &lt;br /&gt;Tudo isso em questão é só uma grande besteira que se passa no meu coração. E essas palavras só pretendem dar conta disso. A verdade pouco importa. O óleo tem que ser colocado aqui dentro. Da minha frigideira, do meu coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-6715196563281936262?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/6715196563281936262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2009/06/na-minha-frigideira.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/6715196563281936262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/6715196563281936262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2009/06/na-minha-frigideira.html' title='Na minha frigideira'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8924751846547913126.post-8969163308802157169</id><published>2009-06-26T11:06:00.000-07:00</published><updated>2009-06-26T11:07:01.747-07:00</updated><title type='text'>Onde está o óleo?</title><content type='html'>Tudo na vida engasga, estaciona, emperra. &lt;br /&gt;Por isso precisamos de um óleo. Azeitamos da porta à economia.&lt;br /&gt;Este espaço é reservado para descobrirmos onde está o óleo.&lt;br /&gt;E em que frigideira podemos colocá-lo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924751846547913126-8969163308802157169?l=ooleoondeesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/feeds/8969163308802157169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2009/06/onde-esta-o-oleo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/8969163308802157169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8924751846547913126/posts/default/8969163308802157169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ooleoondeesta.blogspot.com/2009/06/onde-esta-o-oleo.html' title='Onde está o óleo?'/><author><name>Isabela Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10793393033935130238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-8LzCiXfqjCQ/TmFh8-dpncI/AAAAAAAAAF4/m-6r67urXBE/s220/224362_1512435991382_1848898538_876663_1315262_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
