Um reflexão tardia pós fim de semana: não há nada mais agradável do que o sol de maio.
Não no Rio de Janeiro. O sol de maio ainda é quente, tem aquele amarelo-outono - mais bonito que todos os outros tons de amarelo.
E o melhor de tudo: vem acompanhado de um frescor, uma temperatura mais amena, que não frita os miolos, porém também não deixa de ser quente.
Taí uma coisa na vida com a qual eu não tinha feito justiça: valorizar o sol de maio.
Fica aqui o registro.
segunda-feira, 11 de maio de 2015
terça-feira, 5 de maio de 2015
Código de conduta do beijo
Há um código de conduta do beijo durante um cumprimento. É apenas uma questão geográfica.
Assim que cheguei em São Paulo, meu segundo beijo ficava no ar- ou no vácuo mesmo.
Treinei todo dia dando um beijo na Moniquinha e no Rafa ao chegar em casa, pronto, funcionou, não pago mais mico com os paulistas.
Exceto quando eu volto do Rio - no primeiro e, no máximo, no segundo dia - porque a cabeça ainda está no modus operandi do cumprimento carioca.
No sul, por exemplo, o povo não economiza: dão logo três que é pra mostrar que não falta amor - disse Paula Bianca Bianchi - repórtera gaúcha querida.
Mas o fato é que o código de conduta do beijo é bem particular.
Vejam vocês: outro dia encontrei em São Paulo uma conhecida carioca na casa de outra amiga também carioca e pegamos o metrô juntas até parte do caminho de volta pra casa. Pois na hora de despedir, foi quase uma questão de honra. Rimos e brincamos que não poderíamos trair as raízes, não entre nós. E demos o segundo beijinho pra constar que sim, nos mudamos, mas a nossa cultura está preservada.
Achei que pudesse ser um tipo de cumplicidade estabelecida entre nós naquele momento por um sentimento de saudosismo ou de querer preservar as raízes mesmo.
Mas só me dei conta desse código de conduta quando nas duas vezes em que peguei carona com uma colega de trabalho também carioca, o mesmo se deu.
Estabelecemos naturalmente que sim, quando nos despedíssemos entre nós, seria com os dois beijinhos.
E assim descobri o código de conduta interestadual do beijo.
Mautner é carioca, mas deveria ser gaúcho. Ou sei lá, de outra cultura que desconheço.
https://m.youtube.com/watch?v=6x1Y-03LOyg
Assim que cheguei em São Paulo, meu segundo beijo ficava no ar- ou no vácuo mesmo.
Treinei todo dia dando um beijo na Moniquinha e no Rafa ao chegar em casa, pronto, funcionou, não pago mais mico com os paulistas.
Exceto quando eu volto do Rio - no primeiro e, no máximo, no segundo dia - porque a cabeça ainda está no modus operandi do cumprimento carioca.
No sul, por exemplo, o povo não economiza: dão logo três que é pra mostrar que não falta amor - disse Paula Bianca Bianchi - repórtera gaúcha querida.
Mas o fato é que o código de conduta do beijo é bem particular.
Vejam vocês: outro dia encontrei em São Paulo uma conhecida carioca na casa de outra amiga também carioca e pegamos o metrô juntas até parte do caminho de volta pra casa. Pois na hora de despedir, foi quase uma questão de honra. Rimos e brincamos que não poderíamos trair as raízes, não entre nós. E demos o segundo beijinho pra constar que sim, nos mudamos, mas a nossa cultura está preservada.
Achei que pudesse ser um tipo de cumplicidade estabelecida entre nós naquele momento por um sentimento de saudosismo ou de querer preservar as raízes mesmo.
Mas só me dei conta desse código de conduta quando nas duas vezes em que peguei carona com uma colega de trabalho também carioca, o mesmo se deu.
Estabelecemos naturalmente que sim, quando nos despedíssemos entre nós, seria com os dois beijinhos.
E assim descobri o código de conduta interestadual do beijo.
Mautner é carioca, mas deveria ser gaúcho. Ou sei lá, de outra cultura que desconheço.
https://m.youtube.com/watch?v=6x1Y-03LOyg
terça-feira, 24 de março de 2015
Novo conceito de saudade
Tenho aprendido um novo conceito de saudade.
Não é aquele tradicional que aparece quando a pessoa ao lado no metrô usa o perfume que te remete a alguém que você não vê e sente falta disso.
Nem aquele em que você sente uma vontade louca de ligar para alguém, ouvir a voz e falar de volta.
Tampouco aquele em que você sente a falta física, o contato diário com alguém.
Já vivi todos esses e sei bem como são.
Meu novo sentimento de saudade aconteceu assim.
Depois de seis meses vivendo em outra cidade, percebo que sinto saudade do lugar - da cidade - daquele espaço físico - daquele jeito de andar de chinelo -
de pegar o metrô e saber de olhos fechados aonde ele vai dar.
De ainda ter os nomes das ruas decorados, de saber que a chuva caiu - alagou tudo - espera um pouco aqui e daqui a pouco fica tudo bem.
Saber uma cidade é algo muito louco.
E sentir saudade dela - de uma maneira ainda maior quando se está nela - é algo inédito.
Rio foi a terceira cidade onde morei.
Mas para mim é estranho que só ela me cause esse sentimento.
Visito São Pedro e Araruama porque tenho família lá.
São cidades litorâneas.
São Pedro tem as características exacerbadas de uma cidade do interior brasileiro. O coreto na praça, a Igreja Matriz, o canhão (da lenda que diz que quem senta nele, nunca
mais sai da cidade; lenda essa que pude derrubar).
Araruama tem a maior laguna - que sempre chamamos de lagoa equivocadamente - hipersalina do mundo.
O cheiro de maresia, o sal que fica na pele, tá tudo ali na entrada da cidade.
É só sair do Centro e em 15 minutos você está no mar de Praia Seca.
Visitar as cidades de São Pedro e Araruama não é ruim.
Mas nunca senti delas a saudade que sinto do Rio.
Isso deixando de lado as relações pessoais.
Falo apenas da cidade.
Essa saudade estranha nunca tinha sentido.
Não é aquele tradicional que aparece quando a pessoa ao lado no metrô usa o perfume que te remete a alguém que você não vê e sente falta disso.
Nem aquele em que você sente uma vontade louca de ligar para alguém, ouvir a voz e falar de volta.
Tampouco aquele em que você sente a falta física, o contato diário com alguém.
Já vivi todos esses e sei bem como são.
Meu novo sentimento de saudade aconteceu assim.
Depois de seis meses vivendo em outra cidade, percebo que sinto saudade do lugar - da cidade - daquele espaço físico - daquele jeito de andar de chinelo -
de pegar o metrô e saber de olhos fechados aonde ele vai dar.
De ainda ter os nomes das ruas decorados, de saber que a chuva caiu - alagou tudo - espera um pouco aqui e daqui a pouco fica tudo bem.
Saber uma cidade é algo muito louco.
E sentir saudade dela - de uma maneira ainda maior quando se está nela - é algo inédito.
Rio foi a terceira cidade onde morei.
Mas para mim é estranho que só ela me cause esse sentimento.
Visito São Pedro e Araruama porque tenho família lá.
São cidades litorâneas.
São Pedro tem as características exacerbadas de uma cidade do interior brasileiro. O coreto na praça, a Igreja Matriz, o canhão (da lenda que diz que quem senta nele, nunca
mais sai da cidade; lenda essa que pude derrubar).
Araruama tem a maior laguna - que sempre chamamos de lagoa equivocadamente - hipersalina do mundo.
O cheiro de maresia, o sal que fica na pele, tá tudo ali na entrada da cidade.
É só sair do Centro e em 15 minutos você está no mar de Praia Seca.
Visitar as cidades de São Pedro e Araruama não é ruim.
Mas nunca senti delas a saudade que sinto do Rio.
Isso deixando de lado as relações pessoais.
Falo apenas da cidade.
Essa saudade estranha nunca tinha sentido.
segunda-feira, 2 de março de 2015
Caro Cuenca
Escrevi esse texto logo após o J. P. Cuenca publicar esse aqui na Folha: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/joaopaulocuenca/2015/02/1585060-adeus-rio-de-janeiro.shtml
Não tinha publicado ainda. Mas ontem o encontrei numa festa na República - o que por si só já contradiz o meu texto -. Quase nunca tenho razão sobre nada.
++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
Soube através de seu texto na
Folha de S. Paulo que você está vindo para a terra - outrora - da
garoa. Seja bem-vindo. Ao ler suas linhas, pensei: o que devo contar
para ele? Não vai dar para ser pessoalmente, como daquelas três vezes em
que a gente se esbarrou no Rio. Em uma delas inclusive - você não deve
se lembrar - nós fomos apresentados por uma amiga em comum, que te
conhecia eu não sei de onde. Foi ali no Jóquei, tava rolando um show.
Eu
diria que é quase impossível a gente se encontrar por acaso por aqui. E
isso, meu caro, é do que tenho mais saudade. Você deve saber do que
estou falando. Daquela ida despretensiosa à Praça São Salvador que te
faz voltar pra casa não sem antes ter cruzado com pelo menos uns cinco
conhecidos e trocado uma ideia - na maioria das vezes superficial, você
também sabe - com todos eles . Por aqui isso será bem difícil. Mas nada
que você não sobreviva.
O que eu tenho de mais
importante para te dizer sobre São Paulo é: talvez aqui você conheça
gente de toda parte, o que é excelente. Ser forasteiro em qualquer
cidade - como eu fui no Rio - te põe em contato com outros forasteiros,
como aqui encontrei os do interior paulista e os paranaenses, e te faz
criar laços com eles. Descobri que não é uma exclusividade do carioca. O
paulistano dificilmente te chamará para casa dele e o incluirá em sua
rotina. Repito: assim como no Rio, também quem nasce por aqui já tem sua vida, os amigos do colégio, do bairro e provavelmente só vão tomar um
chopp com a galera da firma e c'est fini.
O excesso
de educação do paulistano me incomoda, os caras são cheios de dedo até
para xingar. Repare você no não raro 'Orra' que as criaturas falam em
vez do nosso porra. Encontrar um carioca em São Paulo, para mim
significa poder falar muito palavrão. Em contrapartida, há algo
incrível: ninguém concorda com você para te agradar. Se discordam,
expõem seu ponto, argumentam, e ninguém deixa de ser amigo por conta
disso. A discussão fica mais ampla. Muitos vão te questionar o porque de
você ter deixado aquela cidade linda em que a qualidade de vida é tão
melhor com a presença do mar, mas o preconceito com o carioca é velado
apenas por três encontros. Aquela máxima de que é apenas um lugar pra
passar férias, onde não se trabalha, onde só se vive na praia e etc.
Enche um pouco o saco tanto quanto os deslumbrados acham que aqui ó se
vive em exposições, teatro e restaurantes bacanas. Via de mão dupla.
Não
sei se você viverá em um ambiente 'firma', provavelmente não, então
você se livrará dos chatos que ainda fazem piadas com sotaques. Eu tive
que aprender a zoar o "meu" depois de passar 4 meses sublimando minha
vontade de mandar eles irem à merda. Descobri que a melhor forma é
sacanear de volta quando zoam o meus axfalto ou qualquer palavra com o
nosso característico chiado. Isso pode parecer coisa de séculos
passados, mas a globalização não fez ninguém deixar de ter 10 anos de
idade quando o assunto é sotaque.
Aproveite o Centrão e
toda a sua beleza e as oportunidades de comer comida de todo tipo. Os
serviços não são essa oitava maravilha e vez em quando você pode se
irritar com um taxista também. Gente é gente em todo lugar e sacanagem/
malandragem não é exclusividade do nosso estado. Mas você verá muita
gentileza, como o motorista que outro dia me pegou com compras no
supermercado, aguardou que eu fosse até a garagem do prédio, buscasse o
carrinho, pusesse as compras e fosse embora. Isso sem nenhuma bufada,
nem sinal de mau humor.
São Paulo é incrível, sim. Há muito o que se descobrir por aqui. Tem música boa toda semana, teatro, cinemas incontáveis e o que para nós cariocas é fundamental: inicia-se um período de explorar o lado de fora, as praças, as festas ao ar livre, e em breve, no carnaval de rua, que há poucos anos vem crescendo timidamente e esse ano promete bombar. Algo incrível nessa cidade com arquitetura bacana, mas feita, de um modo geral, para ficar do lado de dentro. No mais, o grande lance é não se deixar levar pelo ritmo de tensão/preocupação/ansiedade que a cidade pode tentar te imprimir. Vivendo e trabalhando em horários alternativos, é possível ser bem feliz. Seja bem-vindo.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Sobre o poder do humor
O humor pode levantar ou devastar um ser humano num intervalo ínfimo de
tempo. Mas eu me questiono: o que faz alguém ficar muito lá no alto ou
lááá embaixo, na corda bamba entre euforia e depressão?
Há seis meses meu pai saía da UTI após passar um mês lá. Uma superdosagem de haldol fez com que ele não conseguisse sequer abrir a boca para beber água e, por isso, teve de ser internado. Na enfermaria do hospital não teve os cuidados necessários e depois de dois dias em casa regressou à UTI.
De volta para casa, ficou em uma cama hospitalar, comendo comidas líquidas, de canudinho, porque não conseguia mastigar. Perdeu dois dentes enquanto estava na UTI. Os movimentos das pernas também se foram, o que fez com que precisasse da cadeira de rodas por um período. Usou fraldas geriátricas, sofreu diariamente sendo submetido a curativos em escaras enormes que se formaram em seu corpo enquanto estava no hospital. Eu e meu irmão parecíamos duas crianças indefesas caindo no choro quando nos deparamos com aquela situação. Mas algo ali era bizarro: meu pai sapateava na nossa cara com o seu bom humor. Tudo virava piada. Ele fazia qualquer visita sair de sua casa rindo com as bobagens que falava.
O tempo passou, com a fisioterapia ele conseguiu se locomover com a ajuda de um andador, até que agora é capaz de caminhar por um trajeto razoável sem precisar se escorar em nada. Colocou novos dentes, pode comer um peixe na beira da praia ouvindo músicas que o agradam - seu programa favorito desde que me entendo por gente - as escaras estão 90% cicatrizadas, já dorme em sua cama, aposentou a cadeira de rodas, mas não abre a boca para nada. Só consegue dizer "estou morrendo".
Peraí. Que porra é essa? Até outro dia você não andava, não comia, sua vida estava uma merda e você sorria. Aos 69 anos você teve força para se recuperar, consegue de volta suas funções primordiais e diz que está morto? Como isso é possível?
Minha madrasta afirma que ele está assim desde janeiro quando soube da morte da prima que não se curou de um câncer. E me lembro de um luto - já vivi e sei o quanto a morte física do outro pode nos ocasionar uma morte temporária em vida. Não há remédio - para mim não teve - que cure naquele instante a dor profunda e a vontade de não fazer nada - só desejar o fim. Não existiu para mim nenhuma pílula que dissipasse aquela dor. E é justamente a ausência de um pó mágico para desfazer as perdas - as dores profundas, o emplastro Brás Cubas de Machado - que me sinto nua, completamente impotente, sem capacidade de ajudar ou modificar essa situação.
Cada um de nós precisa de um tempo necessário que é só nosso para viver - digerir, sentir, refletir - o que for. É descompassado, não segue o ritmo de ninguém. Não é uma banda, é um solo. É um lamento de um cavaquinho, que é bonito, mas não tem o violão de sete cordas para transformar o bonito em belo. É triste, difícil de aceitar, mas necessário.
Talvez eu nunca entenda como lidamos com o humor. Em menor e maior escala. No que se é dito patológico e o que no que se diz cotidiano. Mas que ele é uma força poderosa, para o bem e para o mal, isso eu não posso negar.
Há seis meses meu pai saía da UTI após passar um mês lá. Uma superdosagem de haldol fez com que ele não conseguisse sequer abrir a boca para beber água e, por isso, teve de ser internado. Na enfermaria do hospital não teve os cuidados necessários e depois de dois dias em casa regressou à UTI.
De volta para casa, ficou em uma cama hospitalar, comendo comidas líquidas, de canudinho, porque não conseguia mastigar. Perdeu dois dentes enquanto estava na UTI. Os movimentos das pernas também se foram, o que fez com que precisasse da cadeira de rodas por um período. Usou fraldas geriátricas, sofreu diariamente sendo submetido a curativos em escaras enormes que se formaram em seu corpo enquanto estava no hospital. Eu e meu irmão parecíamos duas crianças indefesas caindo no choro quando nos deparamos com aquela situação. Mas algo ali era bizarro: meu pai sapateava na nossa cara com o seu bom humor. Tudo virava piada. Ele fazia qualquer visita sair de sua casa rindo com as bobagens que falava.
O tempo passou, com a fisioterapia ele conseguiu se locomover com a ajuda de um andador, até que agora é capaz de caminhar por um trajeto razoável sem precisar se escorar em nada. Colocou novos dentes, pode comer um peixe na beira da praia ouvindo músicas que o agradam - seu programa favorito desde que me entendo por gente - as escaras estão 90% cicatrizadas, já dorme em sua cama, aposentou a cadeira de rodas, mas não abre a boca para nada. Só consegue dizer "estou morrendo".
Peraí. Que porra é essa? Até outro dia você não andava, não comia, sua vida estava uma merda e você sorria. Aos 69 anos você teve força para se recuperar, consegue de volta suas funções primordiais e diz que está morto? Como isso é possível?
Minha madrasta afirma que ele está assim desde janeiro quando soube da morte da prima que não se curou de um câncer. E me lembro de um luto - já vivi e sei o quanto a morte física do outro pode nos ocasionar uma morte temporária em vida. Não há remédio - para mim não teve - que cure naquele instante a dor profunda e a vontade de não fazer nada - só desejar o fim. Não existiu para mim nenhuma pílula que dissipasse aquela dor. E é justamente a ausência de um pó mágico para desfazer as perdas - as dores profundas, o emplastro Brás Cubas de Machado - que me sinto nua, completamente impotente, sem capacidade de ajudar ou modificar essa situação.
Cada um de nós precisa de um tempo necessário que é só nosso para viver - digerir, sentir, refletir - o que for. É descompassado, não segue o ritmo de ninguém. Não é uma banda, é um solo. É um lamento de um cavaquinho, que é bonito, mas não tem o violão de sete cordas para transformar o bonito em belo. É triste, difícil de aceitar, mas necessário.
Talvez eu nunca entenda como lidamos com o humor. Em menor e maior escala. No que se é dito patológico e o que no que se diz cotidiano. Mas que ele é uma força poderosa, para o bem e para o mal, isso eu não posso negar.
domingo, 15 de fevereiro de 2015
1ª grande provação
Nesta primeira grande provação em SP chamada carnaval com trabalho (leia-se sem blocos e sem Avenida - mesmo que cobrindo), acompanho a folia de longe; porém em tempo real e quase integral.
Tudo bem, não faz mal, faz parte das escolhas. Apenas penso que nenhum enredo até agora superou aquele da Vila Isabel em 2013 (no meu coração).
Vila, chão da poesia, celeiro de bamba.
http://musica.com.br/artistas/unidos-de-vila-isabel/m/samba-enredo-2013-a-vila-canta-o-brasil-celeiro-do-mundo/letra.html
Saudade, Martinho. Saudade, Sabrina. Saudade, Sapucaí.
Tudo bem, não faz mal, faz parte das escolhas. Apenas penso que nenhum enredo até agora superou aquele da Vila Isabel em 2013 (no meu coração).
Vila, chão da poesia, celeiro de bamba.
http://musica.com.br/artistas/unidos-de-vila-isabel/m/samba-enredo-2013-a-vila-canta-o-brasil-celeiro-do-mundo/letra.html
Saudade, Martinho. Saudade, Sabrina. Saudade, Sapucaí.
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